Virginia Fonseca causa polêmica ao mostrar filhas consumindo colágeno em pó
O suplemento é contraindicado para pessoas com menos de 19 anos

A influenciadora digital e empresária Virginia Fonseca surpreendeu seguidores ao compartilhar um vídeo, em seus stories no Instagram, mostrando suas filhas, Maria Alice, de 2 anos, e Maria Flor, de 3 anos, consumindo colágeno em pó. "Quero colágeno! Colágeno!", gritou a pequena Maria Alice enquanto Virginia preparava uma mistura do suplemento com água. Em seguida, Maria Flor também pediu o produto, dizendo: "Também vou querer o meu colágeno".
Conforme mostra uma reportagem publicada no site do jornal O Globo, a situação gerou uma forte repercussão negativa nas redes sociais, pois o produto é contraindicado para crianças. No site oficial da marca, mantida pela própria Virginia, consta o alerta: "Mantenha fora do alcance de crianças. Este produto não deve ser consumido por crianças". Ainda assim, a influenciadora afirmou que o suplemento faz parte do "cardápio" das filhas.
Por que crianças não devem consumir colágeno?
De acordo com a nutricionista Annete Marum, doutora em Genômica Nutricional pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista entrevistada por O Globo, o colágeno não é indicado para crianças. "Crianças não precisam e não devem tomar colágeno", alerta. Ela explica que o colágeno em pó possui ingredientes adicionais, como estabilizantes e sódio, que podem impactar os hormônios e causar problemas gastrointestinais.
Na entrevista ao site de notícias, a especialista também destaca que, mesmo para adultos, o consumo de colágeno é controverso. "Ele só funciona como suplementação se os níveis de ferro e vitamina C estiverem adequados", afirma. No caso de crianças, a prioridade deve ser o consumo de proteínas mais completas, como as presentes em carnes, que são mais adequadas para o desenvolvimento infantil.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



