Veja mensagem comovente que o cantor sertanejo Eduardo deixou para a esposa
Cantor foi diagnosticado com leucemia grave e permanece internado em hospital

O cantor sertanejo Eduardo, de 38 anos, deixou uma mensagem emocionante para a esposa, Daniele, enquanto segue internado no Hospital das Clínicas em Goiânia (HC-UFG) devido à necessidade de transfusão de sangue contínua. O recado foi compartilhado pela mulher de forma comovente nas redes sociais.
O artista, que integra a dupla Derick & Eduardo, foi diagnosticado com Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) e requer acompanhamento constante para monitoramento das plaquetas. Ele também tem passado por sessões de quimioterapia.
Ontem, Daniele comentou que, ao olhar para o céu, percebeu que está tendo uma força que não imaginava. "[...] Olhando para esse céu tão azul e pensando que tô tendo forças que eu nem imaginava que tinha, o psicológico sente mais que o corpo em si, e tudo tem o dedo de Deus", afirmou.
Logo depois, ela compartilhou o que ouviu de Eduardo no hospital, algo que a tocou muito. "'Deus faz do jeito que tem que ser, a gente estaria sofrendo muito mais se fosse um dos nossos filhos, se fosse você ou minhas irmãs... iriam estar mais fracas que eu e sofreriam mais, eu sofreria mais, então tinha que ser assim!'", revelou ela.
Em seguida, Daniele refletiu: "Às vezes eu questiono por que ele é uma pessoa tão boa, esforçada, trabalhadora, e depois peço perdão, e continuarei buscando o que Deus quer nos ensinar com toda essa luta". Segundo ela, ao longo do caminho, tem encontrado "pessoas maravilhosas".
"[...] Vamos encontrando para tudo ser mais leve, e gratidão por toda torcida, ajuda, energia positiva e carinho de todos!", encerrou.
Doação de sangue precisa ser contínua
À Itatiaia, a médica hematologista Dra. Yara Abrão Vasconcelos Vivas destaca que "a leucemia aguda por si só causa anemia e plaquetas baixas", e prossegue: "A medida que tratamos a doença, destruímos as células doentes com os medicamentos e quimioterapia".
Por este motivo, se faz necessária "transfusões de concentrados de hemácias e plaquetas". A hematologista esclarece: "Na LPA, especificamente, temos que manter o fibrinogênio alto e as plaquetas acima de um limite, para evitar sangramentos relacionados a esta leucemia. Então a transfusão de plaquetas costuma ser maior que outras leucemias".
Como doar?
As doações devem ser feitas no Banco de Sangue do Hospital das Clínicas da UFG, informando o nome Alcemir da Luz Carlos Filho (que é o registro de nascença de Eduardo).
Requisitos para doação de sangue:
- Ter idade entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos acompanhado do responsável legal; maiores de 59 anos precisam ter realizado ao menos uma doação durante a vida);
- Pesar no mínimo 50kg;
- Documento oficial impresso ou digital com foto;
- Estar alimentado 2h antes da doação;
- Evitar alimentos gordurosos no dia da doação.
O que é Leucemia Promielocítica Aguda (LPA)?
A LPA é um subtipo de leucemia mieloide aguda (LMA) e representa cerca de 5% a 13% dos casos de LMA em adultos. “O principal risco no início da doença é a coagulopatia grave, que pode provocar sangramentos potencialmente fatais já no momento do diagnóstico. Por isso, o reconhecimento rápido da LPA e o início imediato do tratamento são fundamentais”, explica a médica hematologista Dra. Yara Abrão Vasconcelos Vivas.
A especialista ressalta que, apesar da agressividade da doença, a LPA apresenta uma das maiores taxas de cura entre as leucemias agudas quando o diagnóstico e o tratamento são realizados rapidamente.
Entre os principais sintomas estão:
- Cansaço, palidez e falta de ar aos esforços, que podem estar relacionados à anemia provocada pela redução dos glóbulos vermelhos;
- Febre persistente e maior frequência de infecções, devido à redução das células de defesa normais;
- Suor noturno intenso, que pode chegar a molhar a roupa de cama;
- Manchas roxas na pele e pequenos pontos vermelhos, conhecidos como equimoses e petéquias;
- Sangramento nas gengivas ou pelo nariz;
- Aumento do fluxo menstrual;
- Outros sangramentos que não tenham uma causa aparente.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.



