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Quem é Rodrigo Branco, empresário defendido por famosos após ser racista com Thelma Assis

Thelma Assis ainda estava confinada no BBB 20, quando o empresário mencionou frases racistas

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Rodrigo Branco e Deborah Secco são amigos
Rodrigo Branco e Deborah Secco são amigos • Reprodução | Redes sociais

O empresário Rodrigo Branco voltou a ganhar repercussão após ser condenado pela Justiça por uma fala racista contra Thelma Assis, campeã do BBB 20. Recentemente, a médica falou sobre a vitória em um processo que durou seis anos.

"O caso sempre foi público e pautado na mídia, sem resolução até então; mesmo assim, o racista continuou tendo o seu trabalho amplamente divulgado e impulsionado por pessoas da mídia. A responsabilidade e o comprometimento em combater o racismo fazem parte das nossas atitudes diárias. Não se trata de uma ofensa individual, mas de uma repercussão coletiva de pessoas que, assim como eu, pelo simples fato de serem quem são, pessoas negras, sofrem injúrias e deméritos que impactam a nossa saúde mental de uma forma tão perversa que chegam a causar dor física", escreveu a ex-BBB.

"E esse impacto não pode ser desfeito com um simples pedido de desculpas na frente das câmeras. Ele precisava de punição – uma punição educativa para que ações como essa não se repitam. Uma punição que transcendesse fronteiras, independentemente do país em que o racista resida", acrescentou.

Thelma explicou, ainda, que a indenização paga por Rodrigo Branco, no valor de R$ 76 mil, será doada a uma instituição de combate ao racismo. "Dessa forma, darei um desfecho condizente com o que realmente me fez chegar até aqui como pessoa e como profissional: a educação, o respeito e a esperança em uma sociedade verdadeiramente antirracista", concluiu.

Em 2020, o empresário disse durante uma transmissão nas redes sociais que Thelma apenas tinha torcida por ser uma “negra coitada”.

Quem é Rodrigo Branco?

Rodrigo Branco tem 41 anos e é empresário e jornalista. Desde 2015, ele reside nos Estados Unidos (EUA), onde atua com empreendedores e artistas brasileiros. Ele é, inclusive, amigo de diversos famosos, que o apoiaram após vídeo de pedido de desculpas.

Adriane Galisteu, Deborah Secco, Xuxa Meneghel, Gkay, Simone Mendes, Lívia Andrade, Gominho, entre outros, são algumas das celebridades que deixaram mensagens para o empresário.

Além disso, Branco se define como "empreendedor social", onde relata que é embaixador da ONG Oriente Vida, que produz bonecos do Mickey Mouse para ajudar no combate à violência contra às mulheres.

Ele é pai de Sophia Branco, de 11 anos, fruto do relacionamento com a corretora de imóveis Vivi Mellim. Os dois começaram a se relacionar em 2002 e depois se divorciaram. Em setembro de 2022, ele se declarou para ela nas redes sociais.

"Nos divorciamos, deixamos de ser marido e mulher mas a parceria, a sociedade, a cumplicidade é a mesma - tudo nosso é junto - ela casou de novo e nem tirou meu nome, porque é nossa história, nosso amor e nossa família! Como é bom encontrar alguém que conhece todos os seus defeitos e mesmo assim te ama!", postou.

Em seu perfil, ele divide com o público fotos com celebridades, inclusive, internacionais, como Jennifer Lopez, além de viagens de luxo.

Veja na íntegra pedido de desculpas de Rodrigo Branco:

"Olha, conforme prometido, eu tô aqui para bater um papo com vocês sobre as notícias da semana passada. Eu quero, primeiro de tudo, gente, que esse episódio sirva de exemplo na luta contra o racismo. Ah, é um vídeo de pedido de desculpas. Eu já fiz um vídeo em 2020, fiz um vídeo em 2022, os dois tão publicados no meu feed, eu nunca apaguei. Eu nunca tentei fingir que não aconteceu, nunca tentei esconder nada disso, e não é agora que eu vou esconder.

Há seis anos, para quem não sabe, eu cometi o maior erro da minha vida. Eu estava sentado aqui nessa cadeira, participei de uma live onde eu fiz comentários extremamente ofensivos, racistas, agressivos e, depois da Justiça analisar, a Justiça me condenou por danos morais. E, no momento que eu soube da condenação, falei com o meu advogado: 'Eu não quero recorrer, não quero nada, eu quero cumprir integralmente o que foi determinado'. E hoje eu efetuei o pagamento de R$ 76.061.07.

E eu entendo que assumir a responsabilidade é parte do aprendizado? Eu tô pagando pelo que eu fiz e faço isso de cabeça erguida porque, ao mesmo tempo que para mim esse momento foi extremamente difícil, marca o fechamento de um ciclo na minha vida. Foram seis anos de aprendizado, foram seis anos de reflexão, foram seis anos de muitas conversas difíceis, profundas e mudanças, mais ainda, de como eu vejo as coisas. Foi um período de aprendizado e eu continuo aprendendo. O aprendizado nunca termina com uma sentença, com um pagamento, não termina com um vídeo de desculpas, é um exercício diário, no dia a dia. Não tem outra forma.

Sei que muita gente não vai acreditar, vai falar: 'Ah, agora vem ele pedir desculpa porque foi condenado'. Por isso que eu quis falar que eu já fiz outros vídeos antes e vou fazer quantos vídeos for necessário, sempre, para falar sobre isso. Ah, mas a verdade é que, durante esses seis anos, minha vida sempre continuou sendo pública. Moro na mesma casa há oito anos, todo mundo que me segue sabe onde eu trabalho, quem são meus amigos, conhece minha filha, conhece meu escritório. Minha vida é exposta diante de milhões de pessoas por uma decisão minha. Nunca desapareci, nunca tentei fugir das consequências.

Tanto que esse episódio me fez aprender muito sobre amizade, porque muitas vezes eu vi na internet pessoas sendo atacadas por continuarem do meu lado. Mas a verdade é que, diferente de muitos outros casos, eu assumi as minhas consequências. Eu decidi passar por esse processo de transformação, que, sem meus amigos, não seria possível nunca. Nenhum deles que vocês conhecem passou a mão na minha cabeça, nenhum deles disse que eu estava certo, muito pelo contrário, me confrontaram, me ensinaram, me fizeram refletir e acreditaram, que é isso que para mim o que é amizade. Acreditaram que um erro não define quem eu sou, não define minha vida, entendeu? E talvez isso hoje é o maior significado de amizade para mim. Acreditar que alguém pode reconhecer seus erros, assumir as consequências e aprender com eles, se tornar alguém melhor. Porque se a gente não acreditar que alguém pode mudar e melhorar, a humanidade toda fica em choque.

Mas eu respeito quem não vai acreditar, não vai perdoar, mas também sou extremamente grato por essas pessoas que acreditaram que eu merecia a oportunidade de evoluir, porque, no final das contas, é exatamente isso que a gente espera de um ser humano. Que seja responsabilizado pelos erros, que tenha a oportunidade de mostrar que escolheu ser diferente depois do erro.

Além disso, eu não posso deixar de falar com vocês é que eu não tô gravando esse vídeo aqui esperando que: 'Ai, aplauso público', falando: 'Ai, como ele é bonzinho'. Eu tô fazendo esse vídeo que eu acho importante que o combate do racismo seja feito não só em palavras, mas em atitudes. Então, nesses anos, eu participei de várias ONGs, vários projetos de fundraising aqui nos Estados Unidos, levantar dinheiro de ajuda a projetos sociais no Brasil, que quem me segue sabe, mas quem não me segue, quiser saber, pode me procurar. E nunca fiz isso por vingança ou por exposição pública, mas porque eu acho que exemplo concreto muda a sociedade, ainda mais pela minha filha. Quero dar esse bom exemplo para ela, depois de um mau exemplo.

Eu quero que esse episódio sirva, como eu falei no começo, de exemplo na luta contra o racismo, e esse mesmo princípio vale para todos. Que assumam integralmente as palavras que disseram, sejam dez anos atrás, seis anos atrás, ontem, hoje. Vamos assumir os nossos erros, assim como eu continuo e assumo o compromisso de continuar aprendendo e continuar evoluindo todos os dias.

Quero, nominalmente, pedir desculpas à Thelma Assis, à Thelminha, à Maju Coutinho, à minha amiga pessoal, Ju de Paula, que estava comigo na live, e todas as outras pessoas que foram atingidas direta ou indiretamente com esse vídeo. Eu não posso mudar o que aconteceu, mas eu posso escolher ser diferente. Posso escolher continuar aprendendo, posso continuar evoluindo e posso escolher transformar esse erro de uma pessoa, no meu caso eu, um exemplo para outras pessoas não repetirem. Por isso que eu quero que esse caso seja um exemplo. Então, obrigado a todo mundo e desculpas novamente."

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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.