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Polêmica com Luisa Mell, guarda provisória e multas: o que se sabe sobre Filó, capivara do influenciador Agenor Tupinambá

Animal estava preso em uma gaiola no Ibama 

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Filó ficou presa em uma gaiola no Ibama
Filó ficou presa em uma gaiola no Ibama  • Reprodução | Redes sociais

A Justiça do Amazonas determinou, nesse sábado (29), que a capivara Filó seja devolvida imediatamente ao influenciador Agenor Tupinambá - que já reside em um local que é o habitat natural dela. A decisão ocorre após comoção nas redes sociais pela soltura do animal. No entanto, neste domingo (30), a deputada estadual Joana Darc acusou o órgão de não cumprir a determinação. "O órgão está ganhando tempo. Tentando recorrer dessa decisão", destacou. Porém, algumas horas depois, Filó finalmente foi retirada do local. Veja o vídeo abaixo.

Na manhã de sábado, a deputada explicou que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não estava cumprindo com o combinado, que era permitir que o influenciador visitasse o animal. Pouco depois, ao conseguir entrar no local, ela mostrou que o instituto não tinha estrutura para abrigar Filó. Mais tarde, a Justiça determinou a guarda provisória do animal.

"Ante o exposto, concede a tutela provisória de urgência para que, até o desfecho da lide, seja deferida a guarda provisória da capivara Filó a Agenor Bruce Tupinambá, Como consequência, determino que o Ibama seja compelido a fazer a entrega do animal ao autor, imediatamente", diz parte do documento.

"Fica autorizado o transporte da Filó, pelo requerente, para que retome ao seu habitat natural, desde que se comprove que esse transporte se fará com meios seguros e adequados, o que deverá ser atestado por Médico Veterinário e/ou Biólogo", completa o texto.

Agenor comentou sobre a devolução do animal. "Queria agradecer a cada um de vocês que está desde o começo com a gente nessa luta. A gente não ia conseguir sem a força de vocês. A vitória é nossa, mais uma vez o amor venceu", disse o influenciador. "As pessoas precisam respeitar a gente do Amazonas", disparou a deputada.

Porém, neste domingo, eles enfrentaram dificuldade para recolher o animal, que foi liberado após algumas horas.

Luísa Mell

Luísa Mell não foi a responsável pela denúncia contra Agenor Tupinambá, no entanto, ajudou a inflamar o caso. O animal silvestre era tratado como de estimação, e tinha seu dia a dia compartilhado nas redes sociais.

A ativista condenou a atitude e disse que estimula a retirada de animais silvestres do seu habitat. Posteriormente, ela se manifestou a favor de que o animal fique com Agenor por considerar que ele já estava em seu habitat.

O assessor do influenciador, Arnaldo Rocha, participou de live com Luísa nesse sábado (29). "Eu fiz uma live com a Luísa pra defender, falar quem o Agenor é em um espaço que ele já tinha sido atacado", explicou.

"Eu também tenho minhas reservas e as minhas críticas, mas, nesse caso específico, não foi Luísa Mell que fez a denúncia contra o Agenor. Nós temos ciência de onde veio a denúncia, de como tudo isso aconteceu e eu posso afirmar que não foi denunciado por ela", acrescentou.

Em seguida, ele disparou: "Ela entrou no caso depois da repercussão, recebeu os vídeos e fez o que ela fez. Concordo? Não concordo".

O vídeo postado por Luísa foi deletado das redes sociais, assim como o live da página do assessor.

Multado em R$ 17 mil

Após abrir uma vakinha para pagar multas (por maus-tratos e retirada de animal selvagem do habitat natural), o assessor de Agenor explicou que eles conseguiram em menos de 24 horas mais de R$ 90 mil. Com isso, a ação foi encerrada. O dinheiro que sobrar será usado para ajudar instituições de proteção animal. Caso a multa seja retirada, essa quantia também será doada.

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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.