Miss Brasil pode ser prejudicada pela briga no Miss Universo 2025? Entenda
Especialista em concursos de beleza analisa polêmica no Miss Universo 2025

A piauiense Maria Gabriela Lacerda, que representa o Brasil no Miss Universo 2025, está na Tailândia desde a última semana em busca do terceiro título para o país no concurso. Nesta terça-feira (4), dia em que se realizou a entrega das faixas, a competição foi marcada por uma polêmica que entrará para a história.
A confusão envolve Fatima Bosch, do México, e Nawat Itsaragrisil, dono do Miss Universe Tailândia e do Miss Grand International (MGI). A briga teria iniciado após o diretor querer obrigar as misses a gravarem conteúdo para um jantar não oficial organizado por ele. Porém, a mexicana se negou.
A briga foi tão intensa que misses, indignadas, deixaram o local juntamente com Fatima. A atual Miss Universo, a dinamarquesa Victoria Kjær Theilvig, também resolveu sair do evento e manifestar apoio à mexicana. “Criticar outra menina é, além de desrespeitoso, não é nada do que eu como pessoa possa suportar. É por isso que estou pegando meu telefone e indo embora”, disparou.
Depois do evento, Fatima conversou com a imprensa, onde disse que foi desrespeitada e chamada de "burra" pelo diretor – que já enfrentou polêmicas com a indiana Rachel Gupta, primeira Miss Grand destituída do concurso.
Eliezer Junior, especialista há quatro décadas em concursos de beleza, esclareceu que o "jantar com Nawat" é uma prática comum no Miss Grand e não faz parte da programação oficial do Miss Universo.
O Miss Universo será prejudicado?
Para o especialista, a crise pode prejudicar o concurso. "Eu nunca tinha visto isso acontecer e isso pode tirar muito a credibilidade do Miss Universo, porque nós não sabemos de forma exata quem é que manda no concurso", declara.
Atualmente, 50% da franquia do Miss Universo pertence ao empresário mexicano Raul Rocha, que chegou a mandar indiretas para Nawat pelas redes sociais. "Teve uma guerra de prints entre os dois. Em uma delas, Raul acusa o Miss Grand International de não saber gerir o próprio negócio e mostra que as ações do concurso dele estão decaindo a nível global. Com isso, ele quer dizer que não seria tão interessante ter o Nawat na equipe do Miss Universo. Por outro lado, o Nawat disse, de forma bem irônica, que agradece a forma carinhosa como ele está sendo tratado por parte do Raul Rocha. A guerra entre os dois está praticamente declarada".
"Porém, lembremos que já houve ocasiões em que o próprio Miss Mundo alterou a sede devido a problemas internos do país. As candidatas foram realocadas para outro país. Então, tudo pode acontecer [...] Porém, eu acredito que, no caso do Miss Universo, eles vão resolver internamente e entrar num acordo".
E a Miss Universo Brasil?
Eliezer acredita que a Miss Brasil não será afetada. "Eu acho que de forma alguma. A Gabriela está sendo perfeita, está seguindo à risca tudo que é pedido para ela."
"A Gabriela segue plena na competição, inclusive está sendo muito notada pela imprensa internacional, que tem falado muito dela", acrescenta.
O especialista completa: "Gostaria de dizer que a Gabriela está fazendo o papel dela de forma exemplar e que a organização Miss Universo Brasil também tem seguido todas as regras de forma exemplar."
Vale lembrar que o Miss Brasil mudou de gestão recentemente e agora pertence ao empresário Rodrigo Ferro, que decidiu manter o título da jornalista eleita pela gestão anterior.
A gestão de Ferro conta com as experientes misses Natália Guimarães e Julia Gama, que ficaram em segundo lugar no Miss Universo 2007 e 2020, respectivamente.
A 74ª edição do Miss Universo 2025 acontece em 21 de novembro, na Impact Arena, em Pak Kret, Nonthaburi, na Tailândia. Mais de 100 candidatas competem pelo título.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.















