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Caíque Verli: entenda problema de saúde que o repórter enfrentava aos 33 anos

Caíque Verli morreu nessa quinta-feira (23); emissora destacou que repórter enfrentava problema de saúde

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Caíque Verli foi encontrado morto por amigos
Caíque Verli foi encontrado morto por amigos • Reprodução | Redes sociais

O repórter Caíque Verli estava em "tratamento para crises convulsivas", revelou o Jornal Nacional na noite dessa quinta-feira (23). O profissional, encontrado morto nessa quinta-feira (23), trabalhava na TV Gazeta, afiliada da Globo no Espírito Santo (ES), e fez reportagens nacionais para o "Bom dia Sábado" e "Hora 1".

O neurologista Ricardo Dornas, especialista em cefaleias pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), explicou sobre a condição em entrevista passada: “A convulsão acontece quando há uma descarga elétrica excessiva e desorganizada no cérebro, levando a manifestações como movimentos involuntários, perda ou alteração da consciência e mudanças no comportamento”.

Sobre os motivos, o especialista pontuou: “Ela pode ocorrer por várias razões, incluindo epilepsia, febre alta (especialmente em crianças), alterações metabólicas como queda de glicose ou sódio, uso ou abstinência de álcool e drogas, infecções do sistema nervoso, traumatismos cranianos e até privação intensa de sono. Nem toda convulsão significa epilepsia, mas toda convulsão merece avaliação médica.”

 

Conforme o médico, a ajuda correta faz muita diferença em situações como esta. "A principal atitude é manter a pessoa segura: afastar objetos que possam machucar, deitá-la de lado para facilitar a respiração e evitar aspiração de saliva, e marcar o tempo da crise. Não se deve colocar nada na boca da pessoa nem tentar conter os movimentos à força", orientou.

"É importante reforçar que convulsão não é sinônimo de doença grave imediata, mas nunca deve ser ignorada. Uma avaliação neurológica é fundamental para identificar a causa e orientar o tratamento adequado, que muitas vezes permite controle completo das crises. Informação correta e atitudes simples de primeiros socorros reduzem riscos, preconceitos e salvam vidas. Conhecimento também é uma forma de cuidado”, acrescentou.

Polícia apresenta investigação preliminar

À reportagem da Itatiaia, a instituição explicou que "o caso foi registrado como encontro de cadáver" e está sendo investigado pelo Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), que aguarda o resultado dos exames que confirmarão a causa da morte.

No entanto, após "diligências e evidências colhidas no local", tudo aponta que Caíque teve "uma morte natural". Porém, a polícia ressalta que "a causa da morte somente será esclarecida de forma definitiva com o resultado dos exames".

O corpo de Caíque foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), da Polícia Científica. Após necrópsia, ele foi liberado aos familiares.

Quem foi Caíque Verli?

Natural de Carangola, em Minas Gerais, Caíque Verli se formou na Universidade Federal de Viçosa (UFV) e integrou a 17ª turma do Curso de Residência da Rede Gazeta.

Depois de finalizar a graduação, em 2017, ele começou a trabalhar na redação multimídia da Rede Gazeta, afiliada da Globo no ES. O repórter tem passagens pelo site A Gazeta e rádio CBN Vitória.

Pelas redes sociais, Caíque dividia com seus mais de 10 mil seguidores alguns de seus trabalhos como repórter, além do seu dia a dia.

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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.

 

 

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