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Junior fala de comparações com Sandy e relembra depressão com fim da dupla

O filho de Xororó esteve no programa 'Mais Você' na manhã desta segunda-feira (25)

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Junior Lima enfrentou síndrome do pânico e depressão • Reprodução | TV Globo

O fim da dupla Sandy & Junior, há 16 anos, trouxe à tona várias problemáticas que o filho de Xororó acumulou ao longo de toda sua carreira ao lado da irmã. Ao participar do "Mais Você", com Ana Maria Braga, nesta segunda-feira (25), o músico relembrou um período difícil que lidou com depressão e síndrome do pânico. Segundo ele, as comparações entre os dois despertaram todo dano psicológico que passou.

No programa, Junior relembrou o momento que os dois precisaram encerrar a dupla. "Foi difícil entender que era isso que estava acontecendo dentro da gente. Mas a partir do momento que veio esse estalo, essa revelação, a gente tinha uma certeza muito grande de que estávamos fazendo o movimento certo. Eu não imaginava o que viria pela frente, mas hoje olhando para trás eu acho que a gente estava certo", afirmou ele.

Segundo o cantor, apesar da firme decisão, ela também veio acompanhada de inseguranças por anos. "Mas acho que foi importante a gente se desfazer desse trabalho da dupla para poder abrir espaço nas nossas vidas para outras coisas. Tínhamos muitas vontades e já estávamos percebendo uma personalidade artística diferente", disse.

"De lá pra cá, foi um caminho cheio de aventuras, alguns altos e baixos de vida mesmo e, inclusive, de cabeça. Mas foi muito bom para a construção da minha maturidade, da minha vida adulta porque acho que a gente vivia tanto nosso trabalho que não dava tempo de sentir mesmo as coisas", completou.

Comparações

De acordo com Junior, desde muito novos ele sempre foi comparado vocalmente com Sandy e explicou que preferia focar nos instrumentais do que no canto. Essa "mania" das pessoas continuou até mesmo quando ele e a irmã decidiram fazer uma turnê de reencontro da dupla.

"Quando você tem um trabalho em dupla, as pessoas tendem - principalmente dois irmãos - tem uma coisa de precisar criticar um para elogiar o outro. Isso acontece comigo até hoje, quando a gente fez o reencontro da dupla em 2019 e fizemos uma turnê juntos. Artisticamente para mim foi muito legal porque eu pude me perceber numa fase mais adulta realizando aquele mesmo trabalho só que de um outro lugar e entender o valor de cada coisa. Mesmo nesse momento, para me elogiar, as pessoas diziam: 'Porque esse show é seu'. Sempre tem uma coisa que para falar de um tem que falar do outro também", lamentou.

"Existia muito esse tipo de coisa e quando você era adolescente no final dos anos 90 ainda não existia muita consciência. Eu tinha uma cabeça de moleque e sem uma estrutura psicológica mais amadurecida para lidar com as coisas que a gente tinha que lidar", relembrou Junior.

"Foi um baque, mas eles conseguiram se colocar no nosso lugar. Para a gente, nas internas, foi uma coisa que estava crescendo dentro da gente e quando vimos era uma vontade grande para os dois. Não sei se foi uma coincidência, mas aconteceu no mesmo momento para os dois", concluiu.

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Natasha Werneck é jornalista formada pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Foi repórter de Política e Cultura do Jornal Estado de Minas e já atuou em portais como Hugo Gloss e POPline. Foi estagiária da Itatiaia e retornou à empresa em 2023, como repórter de Entretenimento.