Ícone de liberdade e glamour, Brigitte Bardot marcou cinema e cultura pop
Ao longo da vida, a atriz francesa se envolveu em polêmicas ao criticar políticas de imigração na França e ao apoiar Jean-Marie Le Pen, político de extrema-direita

A morte da atriz francesa Brigitte Bardot, aos 91 anos, repercutiu nas redes sociais entre celebridades e autoridades internacionais, como o presidente da França, Emmanuel Macron. Ícone do cinema francês e da cultura pop, a artista atuou em mais de 40 filmes, incluindo os longas E Deus Criou a Mulher (1956) e A Verdade (1960) — indicado ao Oscar.
Nas telonas, Bardot redefiniu a imagem feminina, representando personagens ousadas e independentes. O presidente francês, por exemplo, escreveu que ela “personificava uma vida de liberdade” e uma “existência francesa de brilho universal”, chamando a atriz de “lenda do século”.
Para além do cinema, Bardot também fez história no mundo da música e da moda. Suas aparições recorrentes usando biquínis, por exemplo, ajudaram a consolidar a peça como símbolo de glamour e rebeldia.
Ela também escreveu contra imigrantes, a quem chamou de “invasores muçulmanos” e “desempregados profissionais” que, segundo a atriz, viveriam “às custas da França”.
Bardot ainda apoiou Jean-Marie Le Pen, nacionalista francês e fundador do partido de extrema-direita Frente Nacional. Le Pen morreu aos 96 anos, em janeiro de 2025. Ele disputou eleições presidenciais na França e foi um negacionista do Holocausto.
A filha de Le Pen, Marine — candidata da direita radical que perdeu as eleições presidenciais francesas em 2022 — também se pronunciou sobre a morte de Bardot. Ela afirmou que o falecimento da atriz representa “uma perda profunda” para o país.
Já a ex-modelo, ex-primeira-dama da França e cantora Carla Bruni referiu-se a ela como a “inesquecível BB”, em referência às iniciais de Bardot.
Passagem pelo Brasil
Brigitte Bardot ajudou a transformar Búzios, no Rio de Janeiro, em um destino internacional ao visitar a região nos anos 1960, quando vivia o auge da fama.
Sua passagem marcou tanto a então vila de pescadores — à época parte de Cabo Frio — que hoje ela é lembrada como parte da identidade cultural local. Nas redes sociais, o perfil oficial do município também prestou homenagem à atriz.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



