Filho de Gracindo Jr. revela minutos finais do pai: 'Teve cantoria e poesia'
Gracindo Jr. morreu aos 83 anos de 'causas naturais'

Gabriel Gracindo, de 48 anos, descreveu nesta quarta-feira (2) os minutos finais do pai, o diretor e ator Gracindo Jr. O artista morreu aos 83 anos de "causas naturais" ontem em sua casa, no Rio de Janeiro, e contou com o "elenco" escolhido por ele para sua despedida.
"Você se foi, mas deixa com a gente sua força, seu talento, sua sede de vida, seu calor, sua mágica de viver. Teus momentos finais foram de paz e de serenidade", afirmou Gabriel, que seguiu os passos do pai e também é ator.
Sobre a despedida, ele destacou: "Teve cantoria, teve poesia, teve família reunida e em harmonia. Em teu último suspiro estava a sua volta o elenco que você escolheu para esse momento. Obrigado por tudo, pai. Amor e admiração eternos".
Além de Gabriel, Pedro Gracindo, de 41, também se manifestou. "Pai. Que vida linda. Tudo que você plantou deu flor. Deu fruto. Vamos cuidar e vamos continuar plantando. Quando a gente vira história a gente não morre. Estamos todos aplaudindo de pé. E a gente segue aqui com você junto de nós pra sempre. Te amo", escreveu.

Ator será cremado no Rio
Gracindo Jr. deixa a esposa Daisy Poli, com quem ficou junto por quase 50 anos, e cinco filhos. O corpo do ator será cremado nesta quinta-feira (3), no Rio.
Gracindo Jr. é filho do ator Paulo Gracindo (1911-1995) e dedicou mais de 50 anos de sua vida à arte. Em 1965, ele participou da inauguração da TV Globo, emissora onde trabalhou em novelas e programas históricos.
“Eu entrei no início da TV Globo. Ela estreia em abril de 1965, em dezembro de 1964 eu já estava contratado”, relatou ao memória Globo em 2022.
Gracindo Jr. é filho do ator Paulo Gracindo (1911-1995) e dedicou mais de 50 anos de sua vida à arte. Em 1965, ele participou da inauguração da TV Globo, emissora onde trabalhou em novelas e programas históricos.
Carreira
Nascido Epaminondas Xavier Gracindo, o artista iniciou carreira aos 15 anos, em 1959, época em que trabalhou na Rádio Nacional como ator e redator. No teatro, ele estreou em "A Escada, de Oswald de Andrade".
Na Globo fez diversas novelas, entre elas, "Rosinha do Sobrado", "Padre Tião", "A Rainha Louca", "A Próxima Atração", "Os Ossos do Barão" e "Supermanoela".
Além disso, ele fez "O Bem Amado" ao lado do pai, Paulo Gracindo, e "O Casarão". Eles interpretaram o protagonista nas versões jovem e mais velho.
O ator também esteve em "Mandala", "O Salvador da Pátria", "Rainha da Sucata", "Deus nos Acuda", "Explode Coração", "Anjo de Mim", "Esplendor" e "Celebridade".
Como diretor, atuou em "Marron-Glacé" e no programa "Os Trapalhões", e criou e apresentou os primeiros videoclipes exibidos pelo "Fantástico" com artistas brasileiros.
Ele também acumulou vários papéis no cinema, entre os filmes estão: "Os Homens que eu Tive" (1973); "Os Trapalhões na Serra Pelada" (1982); "Floresta das Esmeraldas" (1985); "Desterro" (1991); "A Selva" (2004); e "Segurança Nacional" (2010).
Nos anos 2000, ele atuou em novelas da TV Record, como "Cidadão Brasileiro", "Poder Paralelo" e na minissérie "Rei Davi".
Gracindo se formou em psicologia, mas nunca trabalhou na área.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.



