'É um empurrão da vida’, diz Samuel Rosa sobre ser pai aos 59 anos

Ex-vocalista do Skank diz que chegada de Dora renova esperança, reflete sobre paternidade madura e destaca Carnaval com agenda cheia de shows

O músico contou que nunca deixou de exercer o papel de pai, mesmo com os filhos mais velhos já adultos

Aos 59 anos, o cantor Samuel Rosa vive um momento especial dentro e fora dos palcos. O nascimento de sua quarta filha, Dora, em setembro, trouxe uma nova perspectiva. Em conversa na madrugada deste domingo no Camarote Bar Brahma, no Sambódromo do Anhembi, onde fez um show, o artista descreveu o impacto emocional da chegada da bebê.

"É um empurrão da vida. É uma bênção”, afirmou ao F5, da Folha de S. Paulo. Segundo ele, a paternidade nesta fase representa uma retomada de esperança e uma nova forma de enxergar o futuro.

Pai de Juliano, de 25 anos, Ana, de 21, e Ava, que completa dois anos em março, o músico contou que nunca deixou de exercer o papel de pai, mesmo com os filhos mais velhos já adultos. Ele explicou que a experiência muda com o tempo. Quando os filhos crescem, a rotina fica mais tranquila, mas a presença de um bebê traz novas reflexões sobre o amanhã.
O cantor também reconheceu que vive a paternidade de forma diferente de quando teve o primeiro filho, aos 32 anos, durante o auge do Skank. Naquela época, ele diz que estava no centro de uma rotina intensa. Hoje, busca ser mais racional e menos impulsivo. Nas próprias palavras, pretende ser um pai mais cerebral, tentando errar menos.

Ao refletir sobre o tempo, o artista afirmou que se vê no último terço da vida e faz contas sobre o futuro. Ainda assim, demonstra serenidade. Ele considera que construiu uma carreira sólida ao longo de três décadas, formou patrimônio e consolidou sua identidade artística. Para ele, o saldo é positivo.

No palco, durante o show, dedicou a música "É Uma Partida de Futebol” à Seleção Brasileira, mencionando a presença do técnico Carlo Ancelotti no espaço.

Samuel Rosa também comentou sua relação com o Carnaval. Segundo ele, o cenário mudou bastante. Anos atrás, fevereiro era sinônimo de férias para artistas do rock, já que a festa era dominada por samba e pagode. Hoje, a celebração se tornou mais diversa e aberta a diferentes estilos. Como resultado, sua agenda está cheia, com apresentações em blocos no Rio, shows em Recife e viagens pelo interior.

O cantor guarda uma lembrança marcante do início da carreira, quando tocou músicas dos Rolling Stones durante o Carnaval em Araxá, Minas Gerais. Naquele momento, percebeu que era possível levar o rock para a festa popular, experiência que considera decisiva em sua trajetória, revelou à Folha.

Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

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