Danni Suzuki relembra perseguição e ameaça de morte por stalker: ‘Violência’

Atriz deu detalhes do caso, que durou 17 anos, em entrevista no ‘Encontro’, da TV Globo

Danni Suzuki no Encontro, da TV Globo

Danni Suzuki revelou detalhes da época em que foi perseguida por um stalker. Em participação no Encontro, da TV Globo, a atriz, que foi seguida por 17 anos, comentou que ela, a família e amigos próximos receberam ameaças de morte.

“Pra pessoas públicas é bem normal receber diversos tipos de mensagens, tanto de amor quanto de ódio. Mas, isso tomou uma proporção muito maior quando os meus amigos começaram a relatar que este homem não só falava de mim, mas que os ameaçava de morte também”, contou.

Na conversa com Patricia Poeta, Suzuki contou que procurou o homem nas redes sociais e encontrou diversos perfis, com mensagens enviadas ao longo dos anos. “Ele me mandava áudios, vídeos, PIX, mensagens no meu celular pessoal, que ele também teve acesso”, disse.

“Começou a ameaçar meus chefes, meus colegas de trabalho, dizendo que se não me mandasse embora ele iria matá-los. Deixaram de ser ameaças pontuais, quando ele estava bravo, pra se tornar uma perseguição de 24h não só da minha vida pessoal, mas de todas as pessoas ao meu redor que eu amo tanto”, pontuou.

Segundo Suzuki, as ameaças pioraram quando ela conseguiu a medida protetiva com o homem. “Ele detalhou muito como ele ia me matar, e não só a mim, meu filho e meus amigos. Enquanto eu estava na delegacia ele continuava me mandando mensagens”, relatou.

"É como se você carregasse o stalker pra dentro de casa, porque ele tá ali no seu celular, na sua conta bancária, no seu e-mail. Ele se infiltra e invade sua vida de uma forma que até quando você não tá pensando nisso, esse assunto volta”, refletiu. A atriz disse também que precisou mudar o estilo de vida.

“Eu mudei a minha rotina de vida por causa dele, e comecei a perceber que as pessoas que eu amo estavam se sentindo ameaçadas, com medo de andar comigo. Foi então que eu decidi que aquilo havia passado dos limites”, afirmou.

O homem foi preso em janeiro deste ano, em Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo. "É uma violência psicológica constante. E agora que ele tá preso, é muito difícil pra gente entender que estamos em segurança. Eu fico um pouco aliviada, sentindo que as coisas tomaram um rumo. Mas ainda não me sinto segura”, destacou.

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.

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