Bronze de Virginia Fonseca acende alerta para riscos da exposição prolongada ao sol; entenda
Após aparecer com a pele avermelhada depois de tomar sol na piscina, influenciadora chama atenção para os perigos do bronzeamento; médico Thiago Martins explica riscos de queimaduras e câncer

Virginia Fonseca, de 27 anos, chamou a atenção nas redes sociais ao compartilhar registros de um dia de piscina na mansão, em Goiânia. Na terça-feira (3), a influenciadora publicou uma selfie de biquíni e brincou sobre a tentativa diária de conquistar um bronzeado.
Depois, Virginia entrou na piscina e ficou deitada sobre uma boia para aproveitar o sol. Em outro registro, ela apareceu com a pele avermelhada após a exposição solar.
O episódio chama a atenção para os riscos de permanecer por longos períodos sob a radiação ultravioleta em busca de um bronzeado. Segundo o biomédico mineiro Thiago Martins, mestre em Medicina Estética e professor universitário, a vermelhidão é uma resposta inflamatória da pele e indica que houve uma agressão.
"A vermelhidão não significa que a pele está começando a bronzear, mas que sofreu uma agressão", explica o especialista em reportagem à Itatiaia.
Vermelhidão pode indicar queimadura solar
De acordo com Thiago Martins, a exposição prolongada ao sol pode provocar queimaduras, alterações na pigmentação e lesões celulares que nem sempre são percebidas imediatamente.
A vermelhidão acontece porque a radiação ultravioleta desencadeia uma reação inflamatória, provocando a dilatação dos vasos sanguíneos e o aumento da circulação na região. Por isso, a pele pode ficar avermelhada, quente e dolorida.
A reação também não aparece necessariamente logo após a exposição. Segundo o biomédico, os sintomas podem surgir algumas horas depois e atingir maior intensidade no dia seguinte.
Sobre o caso de Virginia, o especialista pondera que não é possível confirmar um diagnóstico apenas pelas imagens. No entanto, o aspecto apresentado pode levantar a suspeita de uma queimadura solar superficial.
"Quando a pele apresenta vermelhidão difusa, ardência e sensibilidade após um período de exposição intensa, esse quadro é bastante característico", afirma.
O médico destaca que alguns sinais exigem atenção, como bolhas extensas, inchaço importante, dor intensa, febre, tontura, náuseas e mal-estar. Nessas situações, é necessária uma avaliação profissional.
Existe bronzeado seguro?
Segundo Thiago Martins, não existe bronzeamento provocado pela exposição à radiação ultravioleta que seja considerado seguro. A mudança na coloração da pele é uma resposta de defesa do organismo, que aumenta ou redistribui a melanina na tentativa de reduzir os efeitos da radiação.
Entretanto, essa proteção natural não consegue impedir completamente as lesões celulares. Dessa forma, mesmo quem não apresenta vermelhidão ou descamação pode estar acumulando danos causados pelo sol.
Para quem deseja uma aparência bronzeada, o biomédico aponta os autobronzeadores cosméticos como uma alternativa mais segura. Os produtos proporcionam uma coloração temporária sem exigir exposição solar. Ainda assim, não substituem o uso do protetor solar.
Envelhecimento precoce e câncer de pele
Os efeitos da exposição solar podem aparecer tanto a curto quanto a longo prazo. Entre as consequências imediatas estão queimaduras, descamação, sensibilidade e alterações temporárias na pigmentação.
Com o passar dos anos, os danos podem se acumular. A radiação UVA penetra mais profundamente na pele e contribui para a degradação das fibras de colágeno e elastina, favorecendo o aparecimento de rugas, flacidez e perda de firmeza.
O sol também está relacionado ao surgimento de manchas, como os lentigos solares, e pode agravar o melasma.
Um dos principais riscos, porém, é o desenvolvimento de câncer de pele, incluindo carcinomas e melanoma. O especialista ressalta que o histórico de queimaduras solares intensas, especialmente durante a infância e a adolescência, aumenta o risco de melanoma na vida adulta.
Como se proteger durante o banho de sol?
Para evitar queimaduras e outros danos, Thiago Martins recomenda evitar a exposição direta nos horários de maior intensidade da radiação solar, especialmente entre 10h e 16h.
O uso de protetor solar de amplo espectro, preferencialmente com FPS 50 ou superior, também é importante. O produto deve ser aplicado em quantidade generosa antes da exposição.
Outras medidas incluem o uso de chapéus, óculos com proteção UV, roupas adequadas e permanência em áreas de sombra.
Em piscinas e praias, os cuidados precisam ser redobrados. A água, o suor e o atrito com a toalha podem reduzir a permanência do protetor na pele. Por isso, mesmo os produtos resistentes à água devem ser reaplicados a cada duas horas e após nadar, secar-se com a toalha ou transpirar intensamente.
Depois da exposição, a recomendação é manter a hidratação da pele e ingerir líquidos. Caso ocorra uma queimadura, compressas frias podem ajudar a aliviar o desconforto, e a região deve ficar protegida do sol até a recuperação.
"O protetor solar não é uma autorização para permanecer indefinidamente sob a radiação. A melhor prevenção continua sendo a combinação entre fotoproteção e exposição consciente", alerta o biomédico.
Lorena Vieira é estagiária do Portal Itatiaia e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Com experiências diversas, já trabalhou como repórter, produtora e apresentadora de coluna semanal no programa Agenda, da Rede Minas. Além de outras experiências como social media e comunicação de projetos culturais.



