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Brasil toma decisão sobre envio de candidata ao Miss Universo 2026 após crise

Decisão foi comunicada pela página oficial do Miss Universe Brasil, que destacou que irá preservar o legado do concurso, que acontece em novembro deste ano e celebra 75 anos

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Marcella Kozinski, Miss Universe Brasil 2026
Marcella Kozinski, Miss Universe Brasil 2026 • Divulgação | Miss Universe Brasil

A organização do Miss Universe Brasil comunicou, nessa segunda-feira (21), que Marcella Kozinski disputará o Miss Universo em novembro 24 de novembro deste ano. O pronunciamento ocorre após polêmica envolvendo os empresários Raúl Rocha Cantú, do México, e Nawat Itsaragrisil, da Tailândia.

No comunicado, a organização brasileira disse que reafirma o "apoio à Miss Universe Organization e às iniciativas adotadas para proteger a integridade da organização e garantir a estabilidade da competição".

"Nosso compromisso permanece com os valores que sustentam o Miss Universe, com as mulheres que fazem parte dessa plataforma e com todos aqueles que trabalham para construir seu futuro", seguiu.

"Às vésperas de uma edição histórica, estendemos também nosso apoio a Porto Rico, que receberá a celebração dos 75 anos do Miss Universe. O Brasil segue presente, unido e comprometido com esse legado", completou, confirmando Marcella no concurso.

No texto, a organização explicou que se unirá a todos os diretores nacionais que fazem parte do Miss Universo para "proteger a integridade, a estabilidade e o legado de uma plataforma que celebra 75 anos de história, promovendo liderança, empoderamento feminino e compromisso social ao redor do mundo".

Em seguida, se dirigiu ao empresário tailandês: "Nesse contexto, expressamos nossa preocupação e desaprovação em relação às ações promovidas pelo Sr. Nawat Itsaragrisil que possam gerar divisão, confronto ou desinformação, ou que possam afetar a estabilidade e o bom andamento da competição".

"Acreditamos que as divergências devem ser tratadas de forma privada, responsável e pelos canais adequados, preservando, em todos os momentos, a integridade da Organização, de sua marca e de seu legado", encerrou.

O Miss Universe Brasil possui o empresário paranaense Rodrigo Ferro como diretor nacional. O mesmo também é dono da franquia Miss Grand Brasil, que envia candidatas ao Miss Grand International, concurso que tem Nawat como dono.

Entenda a polêmica

Raúl Rocha Cantú e Nawat Itsaragrisil possuem a relação estremecida desde o ano passado, quando o tailandês se envolveu em uma polêmica com Fátima Bosch, representante do México. À época, a mexicana se retirou da sala e se pronunciou em entrevista, recebendo apoio de Victoria Kjær Theilvig, Miss Universo 2025.

Na final, Fátima disputou a coroa ao lado da tailandesa Praveenar Singh, candidata de Nawat, que ficou em segundo lugar. A vitória da mexicana dividiu opiniões.

Recentemente, ambos têm trocado declarações pelas redes sociais, em notas divulgadas. O Miss Universo divulgou, neste mês, que Nawat não possui autoridade dentro da organização. Segundo o comunicado, o tailandês não ocupa nenhum cargo de "empregado, corporativo, executivo, operacional ou jurídico" na Organização Miss Universo e suas recentes declarações públicas não foram autorizadas.

Posteriormente, um comunicado da MU East, empresa que teria participação no Miss Universo, alegou que Nawat é, na verdade, seu CEO devidamente nomeado.

As declarações contraditórias geraram um impasse inédito: um dos lados sustenta que Nawat não possui autoridade executiva na Organização Miss Universo, enquanto a MU East garante que ele atua legitimamente como seu CEO.

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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.

 

 

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