Solange Couto relata medo de novo infarto após sintomas no BBB 26

Solange Couto narrou sintomas e pensou que iria infartar no programa; atriz sofreu ataque cardíaco em 2015

Solange Couto desabafa no BBB 26

Solange Couto, de 69 anos, relatou, nesta terça-feira (3), ter sentido medo de estar tendo um novo infarto no BBB 26. Em 2015, a atriz sofreu um ataque cardíaco e chegou a implantar um cateter no coração.

Durante a madrugada, Solange contou que vomitou três vezes seguidas e estava sentindo fortes dores. Após atendimento, ela descobriu estar com cistite e foi medicada.

“Eu fiquei com medo de um infarto de novo. Senti um enjoo e vontade de ir ao banheiro ao mesmo tempo. Isso é um sinal péssimo, né, pra quem não teve, e pra quem já teve em especial. A náusea e a vontade de ir ao banheiro é um sinal terrível”, comentou.

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Depois, na área externa em conversa com Leandro, o Boneco, ela atualizou seu estado de saúde. “Rapaz... agora que a urina está clareando. Estava da cor de suco de laranja”, comentou ela.

Conforme Solange, ela conversou apenas “com a voz”, que intermediou a consulta médica. “Ele foi muito atencioso: ‘você quer sugerir alguma coisa? Quer que eu fale com a médica outra vez?’”, recordou a atriz.

Vale lembrar que a famosa já declarou ter “nascido três vezes” após sofrer um infarto há 11 anos e uma isquemia cerebral, em 2008, que a deixou paralisada por algum tempo.

O que é cistite?

Gisele Maciel, ginecologista e obstetra, explica sobre a inflamação: “A cistite é uma inflamação da bexiga, na maioria das vezes causada por infecção bacteriana, especialmente por bactérias que fazem parte da flora intestinal e conseguem alcançar o trato urinário. Ela é mais comum em mulheres devido a características anatômicas, como a uretra mais curta, o que facilita a entrada de microrganismos. Fatores como retenção urinária prolongada, higiene inadequada, atividade sexual, alterações hormonais e baixa ingestão de líquidos podem contribuir para o seu aparecimento”.

Segundo a médica, o tratamento depende da avaliação clínica. “Em mulheres com sintomas típicos, como ardor ao urinar, urgência e aumento da frequência urinária, e sem corrimento vaginal ou sinais de outras infecções ginecológicas, o diagnóstico pode ser feito clinicamente, sem necessidade obrigatória de exames. Nesses casos, o tratamento é instituído com antibióticos adequados, associados a medidas gerais como boa hidratação e evitar reter urina.”

“A urocultura passa a ser mais indicada quando não há melhora dos sintomas, quando os quadros são recorrentes, quando existe suspeita de infecção mais alta, como pielonefrite, ou em situações consideradas atípicas ou complicadas. A automedicação não é recomendada”, completa.

Durante o tratamento, "é aconselhável evitar substâncias que irritem a bexiga, como álcool e cafeína, além de manter boa hidratação. Em alguns casos, pode-se orientar evitar relações sexuais até a melhora completa dos sintomas, para reduzir o desconforto e o risco de recorrência. Essas orientações devem ser individualizadas conforme cada situação clínica.”

Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‘NaTelinha’ e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.

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