Segundo o neurologista Ricardo Dornas, especialista em cefaleias pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), o confinamento e longas horas sem se alimentar e ingerir água – típicas de
“A convulsão acontece quando há uma descarga elétrica excessiva e desorganizada no cérebro, levando a manifestações como movimentos involuntários, perda ou alteração da consciência e mudanças no comportamento”, esclarece o médico.
Sobre os motivos, o especialista pontua: “Ela pode ocorrer por várias razões, incluindo epilepsia, febre alta (especialmente em crianças), alterações metabólicas como queda de glicose ou sódio, uso ou abstinência de álcool e drogas, infecções do sistema nervoso, traumatismos cranianos e até privação intensa de sono. Nem toda convulsão significa epilepsia, mas toda convulsão merece avaliação médica.”
Prova de resistência pode ter contribuído
A Prova do Líder, que é de resistência, pode ter contribuído para que Henri Castelli passasse mal no programa. Conforme Ricardo Dornas, isso pode acontecer, especialmente, com pessoas predispostas.
“Longos períodos sem alimentação podem levar à queda de glicose no sangue, e a desidratação pode causar desequilíbrios de eletrólitos, ambos fatores capazes de facilitar crises convulsivas. Além disso, segurar urina por muito tempo e não cuidar das necessidades básicas do corpo aumenta o estresse físico, o que também pode funcionar como um gatilho indireto”, destaca.
Além disso, o estresse emocional proporcionado por programas de confinamento pode desencadear a convulsão.
“O estresse emocional intenso, associado a privação de sono, ansiedade constante e pressão psicológica, pode sim atuar como fator desencadeante em pessoas suscetíveis, especialmente aquelas que já têm epilepsia ou histórico de crises. O estresse por si só não costuma causar convulsões em pessoas sem predisposição, mas pode ‘abrir a porta’ quando combinado com outros fatores, como cansaço extremo e má alimentação”, enfatiza o médico.
Como agir
Ricardo Dornas explica o que pode ser feito caso alguém sofra uma convulsão, como a de Henri. “A ajuda correta faz muita diferença. A principal atitude é manter a pessoa segura: afastar objetos que possam machucar, deitá-la de lado para facilitar a respiração e evitar aspiração de saliva, e marcar o tempo da crise. Não se deve colocar nada na boca da pessoa nem tentar conter os movimentos à força. Após a crise, é comum que a pessoa fique confusa ou sonolenta, e o ideal é permanecer ao lado até que ela recupere a consciência. Atendimento médico deve ser acionado se a convulsão durar mais de 5 minutos, se houver crises repetidas ou se for a primeira vez.”
"É importante reforçar que convulsão não é sinônimo de doença grave imediata, mas nunca deve ser ignorada. Uma avaliação neurológica é fundamental para identificar a causa e orientar o tratamento adequado, que muitas vezes permite controle completo das crises. Informação correta e atitudes simples de primeiros socorros reduzem riscos, preconceitos e salvam vidas. Conhecimento também é uma forma de cuidado”, conclui.
Como está Henri Castelli?
Ao ver Henri Castelli convulsionando, todos os participantes que estavam na disputa entraram em desespero. “Gente, ele tá dando convulsão! Médico”, disse Babu, enquanto Marciele cobria o rosto, e Sarah gritava desesperada. “Médico, por favor, ele está virando o olho”, comentou Jonas.
Médicos então entraram no local e prestaram, ali mesmo, os primeiros socorros.
Algum tempo depois, a produção alertou os demais participantes sobre o
Cowboy, Sarah e Marciele ficaram bastante emocionados. Ainda não se sabe se Henri retorna ao BBB 26.