30 anos sem Mamonas Assassinas: relembre a trajetória da banda

Fenômeno musical da década de 1990 teve o sucesso interrompido de forma trágica após um acidente aéreo

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A morte dos integrantes da banda Mamonas Assassinas completa 30 anos nesta segunda-feira (2). Dinho, Bento Hinoto, Sérgio Reoli, Júlio Rasec e Samuel Reoli morreram no dia 2 de março de 1996 após o avião que os levava de volta para casa colidir com a Serra da Cantareira.

O grupo ficou famoso por misturar, de forma cômica, os estilos pop rock, brega, heavy metal, forró, música mexicana e vira. Eles se tornaram um sucesso nacional em 1995, com um único álbum, que vendeu mais de três milhões de cópias

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Engana-se quem pensa que o sucesso veio de repente. A trajetória musical dos membros começou ainda em 1989, com uma banda chamada Utopia, que tocava covers de rock.

Em entrevista ao portal Terra, o produtor Rick Bonadio contou que eles chegaram a gravar um disco de rock, mas que apesar do esforço, o disco fracassou. O álbum vendeu menos de 100 cópias.

A situação mudou quando Dinho decidiu gravar músicas cômicas para cantar em churrascos com amigos. Rick não estava lá, mas quando voltou ao estúdio, seu assistente pediu que ouvisse as músicas e garantiu que valia a pena.

“Dinho gravou Robocop Gay e Pelados em Santos, mas de um jeito bem brega, como se fosse meio Reginaldo Rossi e tal, e aí foi nesse momento que, quando eu ouvi, tudo aconteceu. Foi um clique que deu na minha cabeça. Eles ficaram resistentes, mas, no final das contas, deu muito certo. Foi o clique da minha vida”, afirmou Rick em entrevista ao Terra.

Rick contou ainda que conversou com a banda e explicou que Utopia era sério demais e que precisariam mudar de nome e estilo. O nome Mamonas Assassinas foi ideia de Samuel Reoli, baixista do grupo.

Com o tempo, eles perceberam que músicas autorais com um fundo humorístico faziam muito mais sucesso e criaram uma marca que perpetua até hoje no Brasil.

Em uma mistura de crítica social, sátira musical e humor escrachado, o maior sucesso da banda foi “Pelados em Santos”. Além desta faixa, outras músicas também fizeram muito sucesso, como é o caso de “Robocop Gay”, “Vira-Vira” e “Chopis Centis”.

O acidente

Porém, tudo chegou ao fim no dia 2 de março de 1996, nove meses após o começo do sucesso. Depois de um show no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, eles embarcaram em um voo que os levaria até Portugal, para o primeiro show internacional da banda. No entanto, a aeronave nunca chegou a deixar o país.

Por volta de 23h15, o avião iniciava uma aproximação para pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, porém, ao tentar um alinhamento, o piloto acabou cometendo um equívoco. O procedimento exigia uma curva a direita, mas acabou sendo feita a esquerda e a aeronave colidiu com a Serra da Cantareira.

30 anos depois, as famílias decidiram exumar os corpos para transformar as cinzas em adubo para o plantio de cinco árvores em um BioParque Cemitério.

O espaço será chamado de Jardim BioParque Memorial Mamonas, com uma união entre homenagem e memória afetiva.

Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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