Milena recupera ataques da época do BBB 26 e avisa: 'Tudo com o jurídico'
Mensagens divulgadas em redes sociais, principalmente no X, foram recuperadas pela recreadora, que prometeu agir

Tia Milena, vice-campeã do BBB 26, recuperou mensagens criminosas recebidas à época em que estava no reality show e prometeu agir. Nessa terça-feira (14), a mineira exibiu algumas delas, onde foi chamada de "escrava", "cadela preta", "autista" e "retardada".
Foram dezenas de postagens racistas e capacitistas compartilhadas na tentativa de diminuí-la. Milena, então, destacou que irá acionar a Justiça. "Racismo é crime e tudo será tratado com o jurídico", postou.
Quando estava confinada, a equipe de Milena chegou a publicar nota afirmando que tomaria medidas legais contra os ataques à recreadora.
"A equipe jurídica da Tia Milena informa que tem identificado publicações nas redes sociais que extrapolam o direito de opinião e, em tese, configuram crimes, como ofensas à honra, injúrias raciais e ameaças", dizia comunicado.
Equipe de Milena se pronunciou sobre suposto diagnóstico de TEA
Além disso, a equipe da ex-BBB também se pronunciou após internautas "diagnosticarem" Milena com Transtorno do Espectro Autista (TEA). “Desde o começo do programa, estamos recebendo mensagens e comentários acerca de um possível diagnóstico para a Milena, com as pessoas sugerindo que ela se enquadra no Transtorno do Espectro Autista (TEA). Não haveria nenhum problema em virmos aqui confirmar essa informação, já que as vivências das pessoas com autismo são válidas e merecem ser respeitadas, mas esse diagnóstico não existe”, iniciou.
“Entendemos que muitos de vocês possam enxergar traços do Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos comportamentos e na personalidade da Milena, mas esclarecemos que ela não tem diagnóstico. É importante lembrar que ela está em um confinamento, sob pressão, convivendo com pessoas diferentes e experienciando coisas que nunca tinha vivido antes — e um diagnóstico preciso só ocorre com equipe multiprofissional adequada, ou seja, com profissionais de saúde especializados e em condições seguras”, acrescentou.
“Todavia, também entendemos a importância de repudiarmos os comentários psicofóbicos que ultrapassam a esfera do Big Brother Brasil e que atingem pessoas com autismo, bem como seus cuidadores. Por vezes, as pessoas usam as características do Transtorno do Espectro Autista (TEA) na tentativa de diminuir a Milena. Afinal, o autismo não define limites, define singularidades. Pessoas autistas não precisam caber em moldes, precisam de respeito, acesso e escuta. Elas têm sonhos, desejos, talentos e uma vida inteira para viver do jeito delas. Psicofobia é crime!”, concluiu.
Durante sua passagem pelo programa, Milena expôs que fazia terapia há dois anos e tinha dificuldade em controlar algumas emoções, como felicidade, tristeza e raiva.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.



