Médico aponta possíveis causas da convulsão de Henri Castelli no BBB; veja

Ator teve a primeira crise durante a prova do líder e a segunda após retornar para a casa, depois de ter sido atendido pela equipe médica

Henri Castelli na prova de resistência antes da primeira convulsão

O ator Henri Castelli, de 47 anos, sofreu duas crises convulsivas nesta quarta-feira (14), durante o BBB 26. O acontecimento fez com que internautas levantassem hipóteses do que poderia ter servido como gatilho para as crises no artista.

Em 2020, Henri Castelli foi agredido pelo empresário Bernardo Malta de Amorim e pelo corretor de imóveis Guilherme Accioly Ferreira. Na ocasião, o ator sofreu uma fratura exposta na mandíbula.

Segundo o neurologista Ricardo Dornas, especialista em cefaleias pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), dependendo do tipo e da extensão da lesão sofrida pelo ator, as convulsões podem ser relacionadas.

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“Traumatismos cranianos podem deixar cicatrizes microscópicas no cérebro que funcionam como áreas de maior instabilidade elétrica. Mesmo anos depois, essas áreas podem facilitar o surgimento de crises, especialmente quando o cérebro é submetido a fatores de estresse como privação de sono, desidratação ou exaustão física”, afirmou o médico.

Ainda segundo o especialista a perda de sensibilidade facial sofrida por Henri indica que há envolvimento neurológico, reforçando que o ator necessita de avaliação especializada.

Abstinência de álcool

Outra fala de Henri durante o programa levantou suspeitas de que ele poderia estar sofrendo algum tipo de abstinência.

O ator afirmou tomar vinho todos os dias pela manhã e expressou a preocupação de seus amigos quanto a sua estadia na casa do BBB: “Meus amigos falaram assim: ‘Como você vai ficar lá sem vinho?’. Eu falei: De boa, não sou alcoólatra, não!’ Só que eu tomo vinho acordando”.

De acordo com o especialista, a interrupção abrupta do consumo de álcool pode levar a um estado de hiperexcitabilidade do cérebro. As crises ocasionadas pela abstinência pode ocorrer entre 6 e 72 horas depois das suspensão do consumo. Nesse caso a convulsão não é epilética, mas sim ocasionada pela falta da substância.

Jejum intermitente

Uma outra hipótese, dessa vez levantada por um dos participantes, foi de que o jejum intermitente realizado pelo ator pudesse estar fazendo mal a ele.

O médico explica que um jejum prolongado pode levar à queda de glicose no sangue, que é a principal fonte de energia do cérebro.

“Em um contexto de prova de resistência, com esforço físico intenso e privação de sono, o jejum deixa o cérebro ainda mais vulnerável. Isoladamente, o jejum intermitente não costuma causar convulsões em pessoas saudáveis, mas, associado a outros fatores extremos, pode sim atuar como um gatilho”, explica o neurologista

Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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