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Câncer de Anderson, do Molejo, pode ter avançado? Entenda o novo procedimento para dor

O cantor passou por um novo procedimento para bloqueio do plexo nervoso hipogástrico na última quarta-feira (13)

O cantor Anderson Leonardo, do grupo Molejo, passou por um novo procedimento na última quarta-feira (13) para controle da dor. Com câncer inguinal, o artista foi submetido a um bloqueio de plexo nervoso hipogástrico. Entenda como funciona!

À Itatiaia, a assessoria do cantor informou que ele fez o procedimento bloqueio de plexo nervoso hipogástrico para dor, ou seja, uma alternativa efetiva no tratamento de várias condições dolorosas, como o câncer inguinal que Anderson possui.

Segundo a equipe do cantor, o procedimento foi bem sucedido e ele vai passar por uma nova avaliação da equipe médica para analisar a questão da alta hospitalar.

O que é plexo do nervo hipogástrico?

De acordo com o médico especialista em câncer geniturinário da Oncoclínicas, em Belo Horizonte, Flávio Mavignier Cárcano, o plexo do nervo hipogástrico "é uma estrutura que faz parte do sistema nervoso chamada de autonômico”, ou seja, aquele que está relacionado às reações autônomas do nosso organismo: controle da pressão, dos mecanismos, das vísceras, do funcionamento intestinal e de muitos outros sistemas.

“Por esse emaranhado de nervos que se encontram por dentro do organismo, principalmente sobre a coluna vertebral, na parte de trás da barriga, existe uma série de ramificações destes nervos que a gente chama de plexos. Esse plexo autonômico, um deles é o plexo nervoso hipogástrico. Ele carrega fibras nervosas que são responsáveis pela sensibilidade das partes internas do nosso corpo, como as vísceras e outras estruturas que estão mais profundas”, explica o médico.

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Como funciona o bloqueio?

Segundo o especialista, o bloqueio do plexo hipogástrico "é usado para o controle da dor quando temos uma certa refratariedade a outros tipos de analgésicos”. “Dentro da área da oncologia, quando o paciente tem uma dor mais intensa, a gente costuma usar diversos tipos de analgésicos e dentre eles, o mais conhecido, é a morfina. Muitas vezes a dor é tão intensa, decorrente de um câncer que se avança um pouco mais, que o paciente não consegue ter um controle efetivo da dor”, detalha.

“Então o procedimento do bloqueio do plexo nervoso hipogástrico é anestésico. O médico, guiado pela imagem de tomografia, introduz uma agulha e aplica o anestésico nessa região do plexo hipogástrico, que está mais próximo da região da pelve. No geral é usado para doenças que estão causando dores refratárias na região da pelve. Então possivelmente essa foi uma conduta tomada já que muito provavelmente os analgésicos convencionais não estão tendo um controle efetivo da dor”, afirma Flávio Mavignier.

Procedimento de exceção

“Não é comum, este é um procedimento de exceção. O mais comum é que a gente use combinações de analgésicos derivados de opióide e outros analgésicos adjuvantes para um efetivo controle da dor”, ressalta o especialista da área.

Ele explica que existem médicos especialistas em dor e eles são requisitados no cuidado do paciente oncológico pela técnica de manejar e administrar combinação das medicações. “Entretanto, se há um mal controle da dor já se esgotando essas medicações analgésicas convencionais, os bloqueios de plexos nervosos são técnicas que podem ser úteis para deixar o paciente confortável e ter um controle mais efetivo da dor com essas outras medicações”, diz.

“Esse não é um tratamento contra o câncer, essa intervenção não tem nenhum tipo de atividade contra o câncer. É apenas um tratamento para controle efetivo da dor. Precisa saber efetivamente que tipo de câncer é esse e em que extensão ele está. Mas provavelmente já se encontra em uma extensão em que já comprime estruturas, pode estar comprimindo nervos ou estruturas dentro do organismo, próximo da região pélvica que está causando muita dor”, informa o médico.

Ele conclui: “Como se descrevia uma lesão inguinal, pode estar infiltrando um nervo que passa daquela localização ou uma estrutura próxima e esse procedimento está sendo usado para um efetivo controle da dor e não gerar sofrimento no paciente.”

Entenda tratamentos, chances de cura e mais detalhes sobre a doença aqui.

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Natasha Werneck é jornalista formada pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Foi repórter de Política e Cultura do Jornal Estado de Minas e já atuou em portais como Hugo Gloss e POPline. Foi estagiária da Itatiaia e retornou à empresa em 2023, como repórter de Entretenimento.
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