Angélica detalha assédio sexual e violência patrimonial sofridos durante a carreira
Veterana na televisão brasileira, Angélica, relembrou em entrevista os abusos que sofreu durante sua trajetória artística

A apresentadora, Angélica Ksyvickis Huck, de 50 anos, estreou recentemente a série "50 e Tanto" no streaming Globoplay. Para divulgar a produção, a cantora de "Vou de Taxi" participou do programa "Roda Viva" nessa segunda-feira (11) e relembrou os momentos em que tomou consciência sobre os assédios e abusos sexuais que sofreu durante a carreira.
Angélica comentou um momento constrangedor que passou em Paris, quando rapazes passaram a mão sobre o seu corpo durante uma sessão de fotos na capital francesa. "Eu só descobri que tinha sofrido um assédio sexual quando eu estava entrevistando a Luciana Temer e ela estava contando histórias e casos de meninas que contam para ela. Eu fui ouvindo durante a entrevista com ela e pensei: 'Isso é abuso, é assédio? Então eu acho que vivi isso'", explicou.
A loira também comentou sobre a amizade com Xuxa e com Eliana, que durante as carreiras das três foram rivalizadas pela mídia. "Sobre a Xuxa e a Eliana a gente foi construindo [a amizade]. Em algum momento a gente realmente acreditou que a gente não se gostava, porque falavam e porque isso vendia. A gente não se conversava e aquela situação foi virando uma verdade absoluta. Então, a gente foi se aproximando e se convencendo mesmo e vimos que tínhamos muito mais em comum do que diferente".
Golpes e violência patrimonial
Outra revelação importante feita na série "Angélica 50 e tanto" e que Angélica comentou na entrevista foi o assédio patrimonial que sofreu durante a carreira. "Tive que processar empresário, fui roubada, tudo aquilo que a gente ouve tanta gente falar, aconteceu comigo também. E os meus pais tendo que gerenciar isso, colocando advogados, isso e aquilo", relembrou.
Ela explicou que a situação aconteceu porque a família não tinha experiência para gerenciar carreira dela. "Eu não sou de uma família de artistas. Eles foram tateando o que tinha que ser feito, foi muito na intuição. Eles não eram empresários que poderiam cuidar de uma carreira como virou a minha. Eles contavam com a ajuda de algumas pessoas, e em alguns momentos aconteceram alguns golpes, sim", explicou.
Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento
