Aos 20 anos, Ana Castela reflete sobre 'fama repentina' ao atingir o topo dos streamings
A cantora foi a artista nacional mais reproduzida nas plataformas digitais em 2023

Aos 20 anos, Ana Castela mudou radicalmente o rumo de sua carreira durante a pandemia de Covid, em 2020. De estudante de medicina à cantora mais reproduzida no Spotify em 2023, a artista conta à Itatiaia sobre sua ascensão na música, desafios, parcerias e as lições que tirou no percurso para lidar com esta "fama repentina".
Confira a entrevista completa:
Da pandemia pra cá, você foi ganhando espaço no mercado da música no Brasil e agora terminou 2023 como a cantora mais reproduzida das plataformas de streaming. De que forma você definiria esta ascensão da sua carreira em tão pouco tempo?
Deus, meus fãs e muito trabalho. Não só eu, mas toda a minha equipe vem trabalhando muito por cada conquista.
Esta “fama repentina”, chegou a te assustar de alguma forma? Hoje em dia, você já se acostumou com as consequências deste sucesso?
Todos os dias! Eu era a menininha lá da roça, ninguém sabia da minha vida, hoje qualquer movimento que eu dou é notícia. Mas, estou aprendendo a não reclamar e não ligar para as coisas ruins e só focar nas conquistas.
“Pipoco” foi a primeira música sua que estourou por todo canto do país, você pensava que a canção faria todo esse sucesso? Hoje, como você enxerga esta “virada de chave” que a música trouxe para sua carreira?
Pipoco foi uma surpresa boa, uma mistura que fizemos de estilos musicais que eu gosto, com parceria de artistas que eu admiro, e o resultado foi esse que ninguém esperava. A gente comemora, né?
Você entrou para uma nova vertente do sertanejo, o Agronejo. Você acredita que aquele sertanejo “raiz” tem ficado para trás e as pessoas estão mais interessadas em ouvir mais coisas novas?
Eu acho que tudo tem espaço, ainda existem muitas pessoas que gostam do sertanejo raiz, eu também gosto, minha família gosta. O que existe é que cada vez mais músicas novas chegam a lugares diferentes, mas o sertanejão nunca vai deixar de existir, graças a ele estamos aqui.
Quais foram os maiores desafios que você enfrentou neste período do início da sua carreira?
Você fez parcerias com vários artistas que têm grande peso no cenário da música nacional, alguns você mesma já relatou que sempre foi uma grande fã, como Luan Santana, Roberto Carlos, e diversos outros. Como é estar ao lado destas pessoas que cresceu ouvindo?
É até difícil de acreditar, você acredita que eles me conhecem e cantam musicas minhas? É da hora demais.
Tem alguma parceria que ainda sonha fazer?
Alguma internacional, talvez, já pensou com a Beyoncé?
Já tem novas parcerias para este ano?
Temos algumas surpresas vindo aí.
Você participa das composições e produções das músicas?
Agora participo mais, tenho mostrado minhas composições e gravado elas também.
Como é estar nesta parte dos bastidores, o que tem aprendido?
Tenho aprendido a olhar mais para mim.
Você já rodou o país com todo sucesso que tem feito e agora vai vir para Belo Horizonte com o próprio bloquinho pré-Carnaval. Como é sua relação com o público mineiro, tendo em vista que é a 3ª cidade que mais reproduz suas músicas nas plataformas de streaming?
Eu gosto muito dos mineiros e estou ansiosa pelo bloco, que na verdade é um show normal, no Carnaval.
Essa união do Carnaval com o Sertanejo, na sua opinião, funciona?
Tudo funciona, a música tem poder.
Quais são seus planos para 2024?
Esse ano estamos preparando muitas novidades, já anunciamos uma que é o navio boiadeira em janeiro de 2025 e vem mais coisas por ai
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Natasha Werneck é jornalista formada pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Foi repórter de Política e Cultura do Jornal Estado de Minas e já atuou em portais como Hugo Gloss e POPline. Foi estagiária da Itatiaia e retornou à empresa em 2023, como repórter de Entretenimento.



