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Relembre a carreira de Elizangela, ex-atriz da Globo

Elizangela do Amaral Vergueiro morreu nesta sexta (3), aos 68 anos

A atriz Elizangela do Amaral Vergueiro morreu nesta sexta (3) aos 68 anos de idade. Ela teve uma parada cardiorrespiratória logo após dar entrada no Hospital Municipal José Rabello de Mello, em Guapimirim, no Rio de Janeiro.

Há mais de 60 anos conhecida do grande público, Elizangela é frequentemente lembrada por sua atuação na Globo, onde foi personagem de muitas novelas. No entanto, já trabalhou em outras emissoras como atriz e até em programas jornalísticos.

Relembre a vida e a carreira da atriz:

  • Nasceu em 1954, no dia 11 de dezembro, no Rio de Janeiro. Seus pais eram o executivo Emílio do Amaral Vergueiro e a dona de casa Rosalinda da Mata Resende Vergueiro.

  • Aos 7 anos, estreou na TV. Atriz-mirim, ela fazia comerciais ao vivo na TV Excelsior. Notada por um produtor da emissora, ela protagonizou outros programas ao vivo no jornalimo e no entretenimento, todos ao vivo.

  • Aos 10 anos ela se tornou apresentadora do programa ‘Essa Gente Inocente’, que tinha crianças e ia ao ar em horário nobre.

  • Aos 12 anos, Elizangela estreou na Globo. Ela foi trabalhar no primeiro programa infantil da Globo, o ‘Capitão Furacão’,

  • Em 1969, Elizangela debutou no cinema, no filme ‘Quelé do Pajeú'. Ela ainda trabalhava no programa ‘Capitão Furacão’.

  • Aos 15 anos, também na Globo, Elizangela fez sua primeira novela. Era ‘O Cafona’, de Braulio Pedroso. Ela interpretava a filha de Francisco Cuoco.

  • Na segunda novela foi alçada a protagonista. Em ‘Bandeira 2', escrita por Dias Gomes, ela fazia par romântico com o ator Stepan Nercessian.

  • Em 1972, Elizangela participou de teleteatros, comédias e casos especiais na Globo, muitos inspirados em clássicos da literatura. É o caso de ‘O Médico e o Monstro’, de Robert Louis Stevenson e ‘A Megera Domada’, de William Shakespeare.

  • A novela ‘Roque Santeiro’ foi outro marco em sua carreira. Em 1975, a primeira versão da novela foi censurada nas vésperas da estreia. Ela seria filha de Sinhozinho Malta. Dez anos depois, o autor Dias Gomes criou um papel para a atriz, o de Marilda.

  • Elizangela também se arriscou como cantora! Em 1979, ela gravou a música ‘Pertinho de Você'.

  • Em 1993, a atriz “deu um tempo na relação” com a Globo. Na época, ela participou de duas novelas do SBT - 'Éramos Seis’ e ‘As Pupilas do Senhor Reitor’, ambas no SBT.

  • Em 1997, ela voltou à Globo para trabalhar em ‘Por Amor’.

  • Dois papéis de destaque e que a fazem ser lembrada pelos públicos mais jovens foram dela em meados dos anos 2000.

    • Em ‘Senhora do Destino’, de 2004, ela viveu a ex-prostituta Djenane, amiga da vilã Nararé (interpretada por Renata Sorrah).

    • Em 2008, ela foi a cafetina Cilene, uma das personagens centrais de ‘A Favorita’.

  • Sua última novela na Globo foi ‘A Dona do Pedaço’, em 2019, quando fez uma pequena participação.

Controvérsia

Durante a pandemia da Covid-19 ela ganhou os holofotes por se posicionar contrariamente à vacinação contra o coronavírus.

Em 2022, a atriz chegou a ser internada em Guapimirim e por pouco não foi intubada. Ela sustentava que não se vacinaria contra a doença, mesmo podendo receber as doses.

A posição a tirou da novela ‘Travessia’, na Globo.

O último trabalho divulgado em seu perfil do instagram é o filme ‘Oficina do Diabo’, o primeiro longa-metragem da produtora Brasil Paralelo. A estreia, que estava prevista para outubro, foi adiada. Segundo a revista Piauí, por causa de problemas de direitos autorais.

Falecimento

A morte de Elizangela foi confirmada neste 3 de novembro pela prefeitura de Guapimirim. Veja a íntegra da nota da prefeitura:

“A Prefeitura Municipal de Guapimirim, lamenta a morte da consagrada atriz. Esta é a segunda vez que o sistema de saúde do município atendeu Elizangela. Na primeira, Elizangela deu entrada na unidade com graves problemas respiratórios, e depois de algumas semanas, teve alta da unidade”.

(Com informações de entrevista da atriz Elisangela dada ao portal Memória Globo).

Coordenadora de jornalismo digital na Itatiaia. Jornalista formada pela UFMG, com mestrado profissional em comunicação digital e estratégias de comunicação na Sorbonne, em Paris. Anteriormente foi Chefe de Reportagem na Globo em Minas e produtora dos jornais exibidos em rede nacional.
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