Lula x Flávio: veja o que propõem os candidatos para concursos públicos no Brasil
Candidatos possuem propostas e abordagens em estilos totalmente distintos em relação ao funcionalismo público, contratações e atuação do Estado pelos próximos quatro anos; compare

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à presidência do Brasil pelos próximos quatro anos, possuem propostas distintas para a administração pública e realização de concursos e contratações no serviço público federal.
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio defende um 'tesouraço' na máquina pública, usando Javier Milei (presidente da Argentina) como exemplo — inclusive levando uma tesoura gigante a eventos.
Do outro lado, o atual presidente tem chamado de "aberração" o tesouraço proposto pelo adversário, quer a valorização da categoria, e fala em uma "retomada de diálogo" com servidores.
Apesar das ideias distintas, nenhum dos dois programas de governo estabelece metas específicas para o número de concursos públicos federais a serem realizados no próximo mandato.
Veja, a seguir, o que propõem cada um dos candidatos à Presidência da República para o serviço público e novas contratações.
Lula defende a valorização do funcionalismo
O atual presidente do país, que busca seu quarto mandato, tem como meta a continuidade da valorização dos funcionários públicos e a ampliação das políticas de gestão de pessoas. Lula destaca a retomada do diálogo com servidores e o aprofundamento de medidas tomadas no atual governo.
As propostas do candidato dizem respeito à Mesa Nacional de Negociação Permanente, com espaço para discussões sobre carreiras, remuneração e gestão dos funcionários. O plano de governo também fala na regulamentação do direito à negociação coletiva no setor público, incentivo a capacitação de servidores, promoção da igualdade racial e fortalecimento das cotas em seleções.
Embora o texto não apresente metas específicas para novos concursos, a proposta do PT prevê a valorização das carreiras públicas, a continuidade da recomposição da força de trabalho federal e o fortalecimento dos serviços prestados pelo Estado.
Vale lembrar que, no atual mandato, Lula criou o modelo do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), que realiza, de uma única vez, a seleção de candidatos a diversos órgãos federais. Entre 2023 e setembro deste ano, foram autorizadas 25.767 contratações em 104 órgãos federais.
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Flávio quer reforma e modernização do serviço
O plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL) prevê uma reforma administrativa voltada a aumentar a eficiência da administração e reduzir procedimentos considerados burocráticos.
A principal medida do candidato é o corte de, ao menos, 10 ministérios, a redução de cargos comissionados e outras despesas, além de combate aos ‘supersalários’.
Assim como o documento do PT, as propostas do senador também não citam números específicos para novos concursos públicos. Novos editais seriam mantidos e realizados de acordo com as necessidades e demandas. O plano defende, ainda, avaliações periódicas de desempenho, orientadas por metas e resultados.
Além disso, Flávio pretende retomar o Programa Nacional de Desestatização, reavaliando quais atividades justificam a presença direta do Governo. Por outro lado, afirma que empresas sob controle público deverão ter regras de governança corporativa e recrutamento profissional para posições de liderança.
Mineiro de Barão de Cocais e jornalista graduado na Fumec. Passagens pela Rádio FUMEC e pelos portais FutebolNews, TechTudo e brasileirao.com.br. Apaixonado por games e futebol, atua nas editorias Esportes, Empregos e Variedades.



