USP oferece 712 vagas em 2026 para candidatos que já têm diploma de graduação

As vagas ofertadas são remanescentes do processo seletivo de 2025

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Desde 2025, a Pró-Reitoria de Graduação (PRG) da Universidade de São Paulo (USP) tem ampliado as formas de ingresso para candidatos que já possuem diploma de curso superior. Para 2026, estão disponíveis 712 vagas destinadas a portadores de diplomas de graduação, distribuídas em diversas áreas do conhecimento e em quase todos os campi da universidade, com exceção do campus de Bauru, que não oferta vagas nessa modalidade. As inscrições serão realizadas nos dias 26 e 27 de janeiro.

Cada unidade da USP tem autonomia para definir as vagas que serão destinadas ao processo seletivo, os cursos de graduação aceitos, as regras de seleção e o cronograma. Os editais com todas as informações estão disponíveis nas páginas das respectivas unidades acadêmicas.

As vagas ofertadas são remanescentes do processo seletivo de 2025 e resultam de oportunidades não preenchidas após as transferências interna e externa, além de vagas abertas por desistência de alunos que ingressaram nos cursos.

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Segundo o pró-reitor pro tempore de graduação, Marcos Neira, o preenchimento total das vagas de graduação é uma meta permanente da PRG. “O oferecimento de vagas para portadores de diplomas representa a etapa final desse processo. Após um levantamento cuidadoso das vagas não ocupadas, o Conselho de Graduação aprovou mudanças importantes para otimizar o uso dessas oportunidades”, afirmou.

Neira explica que, inicialmente, as medidas foram voltadas aos cursos de licenciatura, que vêm registrando queda na procura. “Em 2024, aprovamos a possibilidade de preencher vagas remanescentes das licenciaturas com candidatos formados em cursos de bacharelado. Há uma diminuição global no interesse por esse tipo de formação, e especialistas alertam para a possibilidade de escassez de professores em determinadas áreas nas próximas décadas”, destacou.

De acordo com o pró-reitor, a USP mantém um compromisso histórico com a formação de professores, o que motivou investimentos em mudanças curriculares, melhoria das condições dos cursos e ampliação das oportunidades formativas, com apoio de programas como Pibid, Proiad e bolsas da Secretaria da Educação (Seduc). “Essa estratégia foi expandida para outros cursos, e hoje observamos um esforço conjunto das unidades para preencher as vagas remanescentes, seja por transferências internas e externas ou, por fim, pelo ingresso de portadores de diplomas”, concluiu.

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