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Quais temas podem cair na Redação do Enem 2026? Professor analisa histórico e aponta tendências

Análise de provas anteriores mostra foco recorrente em grupos sociais vulneráveis; especialista do Chromos Colégio e Pré indica olhar atento para crianças, neurodivergentes e trabalhadores

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Para o professor Joel, Fonseca um dos principais cuidados é verificar se a estrutura do texto dissertativo-argumentativo está de acordo com os critérios exigidos pelo exame
Para o professor Joel, Fonseca um dos principais cuidados é verificar se a estrutura do texto dissertativo-argumentativo está de acordo com os critérios exigidos pelo exame • Imagem cedida à Itatiaia l Divulgação/MInistério da Educação

Com a aproximação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, que será realizado nos dias 8 e 15 de novembro, é hora de os candidatos intensificarem os estudos, revisarem os conteúdos e se prepararem para uma das etapas mais decisivas do exame: a Redação. Com peso significativo na composição da nota final e papel fundamental na conquista de uma vaga em universidades públicas, o texto dissertativo-argumentativo merece atenção especial nesta reta final.

O Chromos Colégio e Pré disponibiliza um professor especialista em Redação para compartilhar orientações, dicas estratégicas de estudo e de revisão, além de técnicas para desenvolver uma argumentação consistente, organizar as ideias e construir um texto de qualidade.

Para garantir uma boa preparação, o Chromos reforça que, além do estudo de possíveis temas, é fundamental praticar a estrutura do texto dissertativo-argumentativo e revisar aspectos essenciais, como coesão, coerência, repertório sociocultural e estratégias de argumentação.

Além de disponibilizar professores especialistas para comentar os diferentes eixos temáticos do exame, o Chromos realizará, nos dois domingos de prova, mais uma edição da tradicional Ação Gabarito Enem 2026.

A reportagem da Itatiaia conversou com o professor de Redação da Rede Chromos de Ensino, Joel Fonseca. Para o especialista, um dos principais cuidados é verificar se a estrutura do texto dissertativo-argumentativo está de acordo com os critérios exigidos pelo exame.

O professor recomenda que os estudantes mantenham a organização em quatro parágrafos: introdução, dois parágrafos de desenvolvimento e conclusão.

Cada parte deve cumprir uma função específica, com a apresentação da tese na introdução, a argumentação desenvolvida nos parágrafos seguintes e a proposta de intervenção na conclusão. Segundo Fonseca, problemas nessa organização podem comprometer significativamente a pontuação.

“Se a estrutura do aluno não estiver impecável, se o texto não estiver muito bem estruturado, não adianta ter repertórios, não adianta ter ideias se o básico da estrutura não estiver muito bem consolidado”, alerta.

Outro ponto destacado pelo professor é a necessidade de evitar os chamados “repertórios de bolso”, também conhecidos como “repertórios coringa”. A expressão se refere a referências previamente decoradas pelos candidatos e utilizadas indiscriminadamente em diferentes propostas de redação, sem uma relação consistente com o assunto abordado.

De acordo com Fonseca, as orientações do Enem têm reforçado a importância de repertórios socioculturais pertinentes e produtivos, ou seja, que contribuam efetivamente para a construção da argumentação. Por isso, mais do que memorizar nomes de filósofos, sociólogos ou dados estatísticos, o estudante deve saber relacionar seus conhecimentos ao tema apresentado.

Filmes, séries, músicas, livros, acontecimentos noticiados e documentos oficiais, como a Constituição Federal, também podem servir de referência. O importante é que o candidato consiga explicar a relação entre o repertório escolhido e a discussão proposta. “Às vezes, no Enem, o que embasa as ideias do aluno são questões simples, exemplos do mundo do cotidiano, uma notícia que ele viu, uma música que ele consegue relacionar com o tema”, explica.

Atenção aos possíveis temas

Embora a escolha do tema da Redação seja uma das principais curiosidades dos candidatos, Fonseca ressalta que a preparação não deve depender de previsões. Para ele, o ideal é desenvolver repertório e capacidade argumentativa para abordar diferentes problemas sociais.

Ao analisar as edições do exame entre 2015 e 2025, o professor observa uma recorrência de propostas relacionadas a grupos sociais que enfrentam dificuldades para acessar direitos e ocupar espaços na sociedade. Entre os exemplos citados estão mulheres, pessoas idosas e povos e comunidades tradicionais.

A partir dessa tendência, Fonseca recomenda que os estudantes acompanhem questões sociais que ganharam destaque no país ao longo do último ano. Entre os grupos que merecem atenção estão crianças e adolescentes, pessoas com deficiência, pessoas neurodivergentes, população LGBTQIA+, trabalhadores, professores e estudantes.

O professor também sugere que os candidatos adotem quatro perguntas como ponto de partida para organizar a argumentação diante de um tema:

  • Qual é a causa do problema?
  • Quais são suas consequências?
  • Que exemplos dessa situação podem ser identificados no Brasil?
  • Quem são as pessoas diretamente afetadas?

A estratégia ajuda a delimitar o problema e a construir argumentos mais específicos, evitando abordagens genéricas. Para Fonseca, identificar as causas, consequências, manifestações e vítimas de determinada questão social pode facilitar a elaboração de uma redação consistente.

Organização do tempo e controle da ansiedade

No dia da prova, a recomendação do professor é começar pelo texto dissertativo-argumentativo. Como a Redação é uma das etapas em que o candidato pode alcançar a pontuação máxima de mil pontos, Fonseca considera importante realizá-la enquanto o estudante ainda está descansado e concentrado.

A orientação é reservar aproximadamente uma hora para a produção do texto, evitando comprometer o tempo destinado às questões de Linguagens e Ciências Humanas. O professor também recomenda o uso de caneta esferográfica preta, de tubo transparente e, se possível, com ponta mais fina, para facilitar a escrita e o aproveitamento do espaço disponível na folha.

Além dos cuidados técnicos, o controle emocional é apontado como um dos fatores importantes para o desempenho. Segundo Fonseca, a ansiedade pode fazer com que o candidato tenha a impressão de não saber nada sobre o tema, mesmo quando possui conhecimentos suficientes para desenvolver a discussão.

Nesse momento, a orientação é ler atentamente a proposta e os textos motivadores, que podem oferecer caminhos para a construção dos argumentos. Os materiais apresentam informações que ajudam a identificar causas, consequências e exemplos relacionados ao problema, mas não devem ser reproduzidos diretamente na redação.

“É muito importante que ele faça uma leitura completa da proposta, que ele tente entender o que cada um dos textos motivadores significa”, orienta.

Para o professor, a reta final deve ser encarada como um período de revisão, e não de tentativa de aprender todo o conteúdo de última hora. Consolidar a estrutura textual, exercitar a articulação de repertórios e manter a tranquilidade durante a prova são medidas que podem ajudar o candidato a chegar mais preparado ao exame.

Chromos Colégio e Pré realizará mais uma edição da Ação Gabarito ENEM 2026

O Chromos promove mais uma edição da Ação Gabarito ENEM 2026, iniciativa que se consolidou como referência nacional na correção extraoficial do exame. Em 2025, o Chromos alcançou 100% de acertos nas 185 questões do ENEM, resultado que reforçou a credibilidade da instituição e sua posição de destaque na divulgação de gabaritos extraoficiais.

Nos dois domingos de aplicação do ENEM, 8 e 15 de novembro, o gabarito extraoficial começará a ser divulgado a partir das 18h30. Já às 20h, professores especialistas participarão de uma transmissão ao vivo no YouTube, analisando o perfil das provas, comentando questões relevantes e esclarecendo dúvidas sobre os conteúdos cobrados.

A ação mobiliza uma equipe de professores especialistas, responsáveis pela resolução, conferência e análise das questões, com agilidade, precisão e rigor técnico, permitindo que os participantes tenham uma primeira avaliação do desempenho logo após a realização do exame.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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