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Maria Brechane brilha em preliminar do Miss Universo e missólogo crava classificação

Após dois anos, Brasil pode se classificar novamente no Miss Universo com a gaúcha Maria Brechane

Maria Brechane na preliminar do Miss Universo

Maria Brechane na preliminar do Miss Universo

Reprodução | Youtube

Maria Brechane brilhou na etapa preliminar do Miss Universo nessa quarta-feira (15) em El Salvador, país da América Central, onde ocorre a 72ª edição do concurso. Ao se apresentar, a gaúcha mencionou o nome do país em Libras (Língua Brasileira de Sinais).

Desde o confinamento, a brasileira é mencionada como uns dos destaques da competição e a preliminar pode cravar a classificação dela no concurso, que o Brasil não avança há dois anos. Esta etapa foi o segundo contato direto das 85 misses com os jurados. No dia anterior, elas foram entrevistadas.

Com apenas 19 anos, Maria, que é a mais jovem a participar deste Miss Universo, chama atenção por sua segurança. Para o missólogo Eliezer Júnior, de 47 anos, que estuda concursos de beleza há três décadas, se pudesse fazer uma mudança seria apenas no cabelo, no entanto, “seguindo a proposta que é um traje de banho o cabelo liso foi perfeito”. Ele recorda: “Lembrando que quem usou um cabelo muito parecido com o dela de ontem foi a Catriona Gray em 2018, das Filipinas, que acabou ganhando o Miss Universo naquele ano”, comenta.

Eliezer pontua alguns destaques da brasileira na passarela em traje de banho. “Quando chegou de frente pra câmera, ela apontou o dedo chamando a galera para ir com ela, né? É o que acabou diferenciando das outras porque ela fez ali uma comunicação com o público. Perfeito o jogo de olhares dela, olhando pra câmera, para o público e depois para os jurados. Ela fez perfeitamente. Muito segura, corpo maravilhoso e, principalmente, ela estava radiante e muito feliz.”

No traje de gala, ele chama atenção para o contraste da cor do vestido com o tom da pele de Maria. “Num primeiro momento, eu não gostei do lenço no pescoço, mas durante o pivô ela arranca o tecido e o transforma em uma capa, ou seja, ela fez de propósito. A saia também estava cheia de leveza e ela carregou de forma esplendorosa. Pra mim, eu bato aqui na tecla que o Brasil está classificado”, destaca.

A final do Miss Universo é no próximo sábado (18). No Brasil, o concurso será exibido pelo canal do Miss Universe no Youtube.

Quem está mais perto da coroa?

Antes da preliminar, Eliezer tinha como destaques as misses Brasil, Tailândia, Colômbia, Nicarágua e Austrália. Após a etapa, pouca coisa mudou, e o missólogo explica quem deve se classificar e o motivo.

Maria Brechane, Miss Brasil. “Eu bato o martelo que fiquei muito feliz com o meu posicionamento anterior, porque eu coloco o Brasil. A Maria tá radiante, a sinergia tá contagiante e eu acho que vai ser bem difícil ela não avançar no concurso. Ela tá perfeita. Então Brasil tá dentro.”

Miss Tailândia, Anntonia Porsild. “Eu também bato na tecla que ela está muito segura. Usou um vestido que não contrastava tanto com a pele dela, mas carregou de uma forma muito bonita. Etava com coque baixo, bem ao estilo das mulheres asiáticas, um rosto perfeito, maquiagem perfeita, postura de mãos e passarela perfeita. Tailândia é uma das minhas apostas para o top 5.”

Miss Filipinas, Michelle Dee. “Ela está com uma pegada totalmente moderna, né? Lembrando que a moça das Filipinas, a Michele, é filha da Miss Beleza Internacional de 79. Então a beleza já vem de família. Ela mostrou um grande preparo, a passarela dela no traje de banho foi incrível e ela soube levar muito bem o vestido. Filipinas tá no meu top 5.”

Miss Nicarágua, Sheynnis Palacios. “Ela fez por onde né? Parecia uma serpente na passarela no traje de banho, porque movimentava muito bem as pernas, os braços e os quadris. Perfeito. Fez um pivô rápido que chamou muita atenção da audiência e ela foi ovacionada, muito aplaudida pelo público. Além disso, ela também levou um vestido de gala cheio de transparência e a tonalidade que era um tipo de azul escuro com roxo chamou muita atenção. Ela está confirmada no meu top também.”

Miss Austrália, Moraya Wilson. “Ela usou um penteado perfeito no traje de banho, muito condizente com aquele estilo de misses da Austrália. Ela tem um corpo perfeito, uma pisada na passarela de Top Model e ela desfilou sem maiores preocupações. Dava para ver no rosto dela, que ela não estava nervosa. No traje de gala, apesar de ter usado um vestido nude, que eu não aprecio em mulheres loiras por achar meio apagado, como é o caso da Miss Austrália, eu achei que ela levou muito bem aquele vestido. O vestido tinha um desenho belíssimo. Ela saiu daquele do traje de banho e voltou como uma princesa muito glamourosa. Então eu acredito que a Austrália vá muito bem.”

Outros destaques da noite

Eliezer também fez uma menção honrosa sobre a miss Paquistão e comentou o desfile das misses Portugal, Holanda e Nepal - está última bastante ovacionada pelo público.

Vale lembrar que Erica Robin, de 25 anos, é a primeira Miss Universo Paquistão da história. Para o missólogo, ela usou uma “joia” e a maquiagem estava perfeita. No desfile de traje de gala, a modelo optou por cobrir os cabelos e no de banho - apesar de não ser muçulmana - decidiu não usar maiô como havia sugerido em entrevista à BBC.

A enfermeira Jane Dipika Garret, de 22 anos, que é plus size, foi bastante ovacionada pelo público em todos os desfiles, mas Eliézer destaca a segurança no traje de banho no qual ele definiu como “excelente.”

A Miss Holanda Rikkie Valerie Kolle, de 22 anos, que é uma mulher trans, também estava muito segura e com “boa passarela.” Já Marina Machete, de 28 anos, de Portugal, que também é trans, fez uma “excelente preliminar” na opinião dele. “Corpo com curvas, muito segura, com cabelo e maquiagem prefeitos”, finaliza.

Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‘NaTelinha’ e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.
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