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Inconfidência mineira é tema de filme gravado em Congonhas e dirigido por premiado diretor

Filme se passa entre os anos de 1789 e 1792, época em que ocorreu o movimento separatista

Cidade de Congonhas será palco para filme

Cidade de Congonhas será palco para filme

Imagens cedidas à Itatiaia

O ator e diretor Werner Schünemann escolheu Congonhas, na região Central de Minas Gerais, para gravação de um filme que se passa na época da Inconfidência Mineira - movimento ocorrido entre 1789 e 1792 no estado e que teve como mártir Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Apesar disso, Schünemann conta que a história dele não é a peça central do filme.

“Não se pretende fazer uma biografia do Tiradentes e nem uma biografia coletiva dos inconfidentes. A ideia é fazer um filme sobre a época da Inconfidência, sobre como isso acontecia, como as pessoas viviam, como elas interagiam, como elas brincavam umas com as outras, que tipo de piadas se fazia, que tipo de ações inconfessáveis se cometia e assim por diante.”

Segundo ele, a proposta é mostrar as pessoas vivendo suas vidas enquanto a Inconfidência é planejada. “Esses inconfidentes também tinham uma vida normal, iam até a taberna tomar uma cachaça, rir de uma piada grotesca ou simplesmente se divertir… Talvez num jogo de dados”, acrescenta.

Conforme Schünemann, a história vai ser contada em uma longa conversa que Tiradentes vai ter com um padre em uma prisão, no Rio de Janeiro. “A partir da conversa deles dois, nós veremos como a região de Vila Rica, Ouro Preto, Tiradentes gerou o movimento da Inconfidência”, comenta.

O longa ainda está em processo de pré-produção, ou seja, as gravações ainda não começaram. Nessa etapa, figurinos são confeccionados e cenários são definidos. Schünemann explica que essas definições são feitas a partir do roteiro.

A intenção é de que as gravações ocorram apenas em Congonhas, mas ele não descarta, caso haja necessidade, usar outra cidade como cenário. O diretor revela que já “tem um elenco em mente”, no entanto, o convite aos atores e à equipe só ocorre depois da pré-produção, quando tudo estiver em andamento.

O filme ainda não tem nada de lançamento. “Por enquanto, isso não tem a nossa atenção. Nós temos que primeiro viabilizar a produção, em segundo lugar produzir e em terceiro lugar finalizar o filme. A partir da produção do filme, da gravação do filme, a gente começa a se preocupar com isso: uma carreira de festivais, os streamings e o lançamento nos cinemas”, explicou.

O elenco e a equipe completa serão revelados posteriormente. Conforme explica Schünemann, o prefeito de Congonhas, Cláudio Antônio de Souza, além de secretários e secretárias, deram total apoio para que o projeto se concretize, mas ele pontua: “Ninguém está mais eufórico do que eu, pode ter certeza.” Além do Executivo municipal, o diretor faz questão de citar o nome de outro parceiro que contribuiu com esse desafio, que é o produtor Giovanni Pires.

Werner Schünemann dirigiu, ao longo da sua carreira, quatro longas, dentre eles, “O Mentiroso” (1988), que recebeu vários prêmios no ano seguinte. No festival de Brasília, por exemplo, ele levou os prêmios de melhor diretor e melhor roteiro.

Inconfidência Mineira

Marco na história mineira, o movimento ocorreu entre 1789 e 1792 e tinha como principal motivação o descontentamento com o aumento de taxas e impostos da Coroa Portuguesa para a capitania de Minas Gerais. Os membros faziam parte da elite socioeconômica, que incluía médicos, militares, engenheiros, padres, entre outros.

O alferes Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido como Tiradentes, foi quem ganhou destaque no movimento e foi o único a ter a pena de morte estabelecida.

Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‘NaTelinha’ e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.
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