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Diretor do Cruzeiro projeta disputa com clubes de maior investimento no Brasil

Pedro Martins, diretor de futebol do Cruzeiro, fala sobre processo de reestruturação financeira

Gestão de Ronaldo Fenômeno tenta colocar o Cruzeiro em condições de brigar com os clubes mais organizados do Brasil

O Cruzeiro completará dois anos de gestão Ronaldo no fim de 2023. Desde que o Fenômeno assumiu o comando celeste, uma reestruturação administrativa, estrutural e financeira tem sido feita em prol da modernização do clube.

De dezembro de 2021 até hoje, muita coisa mudou, principalmente no lado financeiro. De uma instituição que esteve à beira da falência, desorganizada, agora a realidade econômica começa a ganhar um novo horizonte.

De acordo com Pedro Martins, diretor de futebol do Cruzeiro, o clube vem se organizando desde o ano passado de forma exemplar.

“A gente foi tomando decisões que, obviamente, ajudaram a construir o acesso (à Série A do Campeonato Brasileiro) no final do ano passado, para estruturar a empresa. Hoje, em termos de funcionamento, como o Cruzeiro toma as decisões, como ele conduz, lida com dinheiro, tenho certeza que o Cruzeiro está entre os principais clubes do Brasil”, comentou Martins, em entrevista ao Podcast “Tudo acaba em Business”.

O primeiro balanço patrimonial do Cruzeiro como sociedade anônima do futebol (SAF) teve prejuízo financeiro. Em 2022, o caixa do clube ficou em R$ 24,6 milhões negativos, de acordo com o documento publicado em maio deste ano. A receita bruta foi de R$ 150,3 milhões.

Apesar do cenário, a expectativa é que o Cruzeiro brigue, em breve, com os clubes que atualmente se destacam do ponto de vista financeiro, como Flamengo, Palmeiras, dentre outros.

“Obviamente, não temos a capacidade orçamentária desses clubes, mas vamos ter”, garantiu,
Martins.

O que mais disse Pedro Martins?

“Nos primeiros meses era um comitê de gestão de crise. Reunimos as principais lideranças e íamos tomando decisão dia a dia. O que nos preocupou depois do diagnóstico do departamento de futebol, é que não era um clube que olhou para o futuro em termos de estabelecimento de processos, de lideranças qualificadas, de gente que estava ali pensando no Cruzeiro. Tivemos que reconstruir isso”

“As decisões que tivemos que tomar ali era para privilegiar a instituição. O Ronaldo na primeira coletiva dele, ele deixa bem claro, e ele precisa falar isso, sinal deixado para todos. Ninguém é maior que o Cruzeiro, nem eu. Isso deixou claro como que a gente tinha que ter tomado decisões. Tomamos decisões impopulares, justamente pensando na saúde financeira do clube, o que a gente podia fazer e pagar, e na reconstrução dos valores e premissas da instituição”

“Ninguém é maior que a instituição, jogador, treinador e nem o diretor é maior que a instituição. Temos que ter a clareza de que está todo mundo de passagem. O Cruzeiro é maior do que todo mundo. Eu não sou dono da cadeira que eu estou. Eu estou nela, e não sei por quanto tempo estarei. Pode ser que esteja nos próximos cinco dias, nos próximos dois anos. Enquanto eu estiver nela, tomarei as melhores decisões, pensando no futuro da instituição”

“Essa é a direção que foi dada pelo dono do clube. Se a gente está com essa diretriz, com esse direcionamento, por mais que sejam decisões difíceis de serem tomadas, a gente tem que dar notícia ruim para muita gente, fica mais fácil. Você olha pela perspectiva e fala: ‘cara, estou fazendo isso por que o Cruzeiro ali dá frente, esse sim será forte. Esse sim estará competindo de igual para igual com os principais clubes do Brasil”.

Guilherme Piu é jornalista esportivo com experiência multiplataforma: digital, revista, rádio e TV. Tem dois livros publicados e foi premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior, dentre eles o Cinefoot. Cobriu grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíada, Copa América e torneios de futebol. Passou por Hoje em Dia, Uol e Revista Placar.