Encontrar os corpos das cinco vítimas da implosão do submarino da empresa OceanGate é praticamente impossível. Shahzada Dawood (empresário paquistanês); Suleman Dawood (filho do empresário paquistanês); Hamish Harding (um bilionário empresário e explorador britânico); Paul-Henry Nargeolet, (mergulhador francês); e Stockton Rush (diretor-executivo da OceanGate),
“É um ambiente incrivelmente implacável lá no fundo do mar”, destacou o contra-almirante John Mauger, da Guarda Costeira americana, durante entrevista coletiva que confirmou o fim trágico da expedição. A própria guarda informou que não há um plano claro para resgatar os restos mortais.
Especialistas e o próprio John Mauger destacam ser ‘muito improvável’ encontrar os corpos, uma vez que a correnteza já pode ter levado os restos mortais para longe de onde os destroços do submarino foram localizados.
Já o oceanógrafo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), David Zee disse ao G1 que encontrar os corpos é impossível. “Os destroços do submarino têm uma densidade maior, podem permanecer por um tempo no local, mas com a correnteza os restos humanos já devem ter sido levados para longe”, disse.
As partes do submarino foram localizados a cerca de 500 metros do Titanic, a cerca de 4.000 metros da superfície, profundidade com forte pressão da coluna d’água e muito arriscada para mergulhadores. Além disso, essa região é muita escura, já que nem a luz do sol chega ao local.