Governo de Minas não aceita proposta de mineradoras para reparação por Mariana

Empresas ofereceram R$ 112 bilhões, segundo fontes do governo federalo, mas condições de pagamento não agradam ao Executivo estadual

Acordo de reparação não foi fechado entre as mineradoras e o Governo de Minas

O Governo de Minas não aceitou os termos da proposta de um acordo negociado com mineradoras para garantir o pagamento de indenização a título de reparação pelos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na região Central, em 2015.

Há um ano e meio, representantes do governo estadual, de 39 prefeituras, das mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton negociam, com intermédio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o pagamento de um valor bilionário aos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, atingidos pelo desastre.

Uma reunião ocorre nesta sexta-feira (2), mas deve terminar, novamente, sem acordo. De acordo com uma fonte que acompanha as negociações, o problema não é o valor oferecido pelas empresas mineradoras, mas a forma de pagamento.

O valor previsto no acordo de reparação é de R$ 112 bilhões, segundo fontes do governo federal, mas as mineradoras ofereceram pagar 19% do valor ao longo dos próximos quatro anos, o que é considerado insuficiente pelo Estado de Minas Gerais e do Espírito Santo. O restante seria dividido em mais 15 anos, segundo informações preliminares. Com isso, o impasse entre as partes deve parar na Justiça.

Acordo longo

A construção de um acordo se arrasta em audiências de conciliação ocorridas nos últimos 18 meses. No dia 24 de agosto, uma reunião terminou sem acordo e representantes das mineradoras foram criticados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

“Vejo que as empresas estão perdendo uma grande oportunidade. A proposta era de pacificação, de solução, e para as empresas de segurança jurídica, de estabilidade, acho que estão perdendo uma grande chance. Agora nós vamos cumprir nosso papel”, disse o Procurador-Geral de Justiça, Jarbas Soares, sugerindo a judicialização do caso.

Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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