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Instituição oferece cursos gratuitos para desenvolvimento de professores no país

Repensando o Currículo, Nosso Ensino Médio e pós-graduação em Aprendizagem Criativa são alguns dos cursos oferecidos 

Paulo Andrade é CEO do Instituto Iungo

“O professor é um ator central da educação”. A afirmação é de Paulo Andrade, CEO do Instituto Iungo, que realiza trabalho focado no desenvolvimento de professores de forma gratuita em diversos estados brasileiros. Em entrevista à Itatiaia nesta sexta-feira (8), Paulo Andrade explicou que 8 em cada 10 professores querem permanecer na profissão, mesmo com os desafios enfrentados diariamente.

“A gente entende que a educação só vai melhorar, mudar e transformar, se a gente investir no desenvolvimento de docentes. Como, por exemplo, naquele professor que recebe o seu aluno, acredita que qualquer criança tem condição de aprender, se desenvolver e superar desafios do presente e se preparar para o futuro”, destacou o CEO do Instituto.

Um estudo realizado entre o Iungo e o Núcleo de Novas Arquiteturas Pedagógicas da Universidade de São Paulo (USP) revelou que a maioria dos docentes do país gosta de ser professor e quer melhorar a condição de trabalho.

“Vamos pensar que ser professor é uma tarefa complexa, cada um dos alunos que chega à sala de aula tem uma trajetória, um interesse, um jeito de ser e esse professor vai favorecendo no crescimento deles. Ele já chega com o repertório, com o conhecimento, com informações, mas ele tem que avançar, ele tem que crescer e é o professor que está ali no dia a dia”, disse.

De acordo com Andrade, apesar da desvalorização da profissão e das dificuldades que a pandemia trouxe, os docentes querem permanecer nas salas de aula e se desenvolverem dentro da área.

“Eles falam assim: ‘eu quero fazer formação, eu quero aprender mais, eu quero uma escola diferente da que a gente tem hoje, uma escola em que o aluno possa aprender de outros modos, de um jeito mais participativo, mais envolvente, que o aluno seja mais feliz no dia a dia da escola e aprenda mais do que ele aprende atualmente’”, acrescentou.

Abrangência

O Instituto Iungo está presente em 12 estados do país. “O Iungo tem uma atuação nacional. A gente tem vários programas de formação em parceria com universidades, como a USP e também a PUC de Minas Gerais, em parceria com Secretarias de Estado de Educação e também municipais. No caso das secretarias estaduais, a gente está em 12 estados brasileiros, como Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Amazonas”, explicou Andrade.

“Nesses estados a gente tem apoiado os professores de ensino médio na implementação dos novos currículos”, acrescentou. Dentre os cursos disponibilizados, está o de formação para professores para o “novo ensino médio”.

“Além das aulas de matemática, geografia, sociologia, biologia, química e física, os alunos agora do ensino médio passam a ter algumas disciplinas novas. Projeto de vida, por exemplo, em que ele vai aprender sobre si mesmo, construir sua identidade. Quem eu sou, quais são meus valores, meus interesses? Também a minha relação com o meio, com as outras pessoas da minha família, da minha comunidade, na escola e também vai projetar o futuro na dimensão profissional no mundo do trabalho”, disse.

Segundo ele, com a mudança, os alunos também irão aprender a fazer pesquisas para transformar a realidade da escola. “Desse modo ele aprende, ele se desenvolve em áreas que até então a escola não trabalhava. Ele vai ser um jovem que se conhece melhor e é mais colaborativo, que se comunica melhor com os colegas, professores e suas famílias, que é mais criativo, que resolve problemas e que tem um pensamento mais crítico”, completou.

Com isso, o curso promovido pelo Iungo irá contribuir com a didática do professor que não teve essas informações na sua formação inicial. “A gente, junto com a Secretaria de Educação, somando forças para garantir que esse professor não só conheça as novidades, mas consiga fazer essas novidades chegarem lá na sala de aula. O que a gente entende é que não basta a gente ter um currículo inovador, ótimas ideias se lá na sala de aula, a aula acontece do mesmo jeito que era antes. Então é aí que o Iungo pode contribuir e tem contribuído em todo o país. São mais de 180 mil professores envolvidos nas nossas formações em parceria com redes de ensino e universidades nos vários estados brasileiros”.

Aulas pelo WhatsApp

O professor que trabalha em diversos turnos pode realizar o curso até pelo WhatsApp. Conforme o CEO do Instituto, o curso “Ativar”, em parceria com a USP, pretende contribuir para uma “aprendizagem criativa”.

“O professor encaixa a formação na sua disponibilidade de tempo, nos dias que funcionam pra ele. A gente tem o ‘Ativar’ em parceria com a USP. É uma formação que acontece no WhatsApp. O professor recebe todos os dias pílulas informativas, pequenos vídeos, textos. Ele vai estudando aquilo”, destacou.

“A gente coloca na mesma sala, professores que estão lá numa aldeia indígena no Amazonas, no interior de Minas Gerais, no sul do Brasil, numa capital, e eles vão olhar para os problemas concretos que eles enfrentam na escola e pensar, prototipar soluções, experimentar isso na prática. Então é sempre uma formação que conecta conhecimento, conteúdo e prática. Aquilo que a gente enfrenta no dia a dia é que a gente precisa aprimorar”, concluiu.

O Instituto Iungo pode ser encontrado nas redes sociais. Para mais informações, acesse o site www.institutoiungo.org.br.

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