Ouça a rádio

Compartilhe

Polícia investiga morte de bebê que deu entrada no Pronto-Atendimento de Corinto: família alega negligência médica

Garoto deu entrada na unidade com falta de ar; médicos tentaram reanimá-lo, mas ele não resistiu

Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a morte do bebê

A Polícia Civil investiga a morte de uma criança de 1 ano e quatro meses após dar entrada no Pronto-Atendimento de Corinto, na região Central de Minas, nessa segunda-feira (4). A mãe levou o garoto para atendimento porque ele sentia falta de ar, mas o menino deu entrada na unidade com parada respiratória. Uma injeção chegou a ser aplicada para reanimá-lo, mas ele não resistiu.

Segundo Ana Paula Alves, tia da criança, ele "nem chegou a ser atendido", e a "mãe foi trancada do lado de fora da unidade". A família alega negligência médica, e o delegado Marconi Vieira Rocha, da PC de Corinto, afirmou que uma investigação já foi instaurada para apurar o fato.

"Não podemos afirmar no momento que houve erro médico, não temos elementos para afirmar isso. Foram requisitados exames periciais e estão sendo colhidos elementos subjetivos", explicou o delegado. As causas da morte deverão ser esclarecidas com o laudo da necrópsia.

Abalada, a mãe da criança teria entrado na unidade de saúde para tentar retirar o corpo do filho. A Polícia Militar precisou ser acionada porque a mulher se recusava a deixar o corpo ser levado ao Instituto Médico Legal (IML). Parentes acusam os policiais de ação violenta contra ela.

"Foi dado a ela a ordem para deixar a criança, mas ela desobedeceu. Ela foi encaminhada à delegacia por desobediência, e conversando com ela, a mulher afirmou que pegou o corpo. Entretanto, ela disse que não tinha intenção de desobedecer a ordem policial, e queria se despedir da criança", completou o delegado.

A PM de Corinto explicou que a mãe foi abordada de forma pacífica, mas estava abalada pela morte do filho. Com a confusão generalizada e a recusa dela em entregar o corpo, os militares tiveram que usar a força para conter a situação, segundo a entidade.

A polícia lamentou o ocorrido, mas reforçou que a retirada do corpo sem permissão e sem laudo do IML atrapalha as investigações. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que “lamenta o falecimento da criança e informa que todos os procedimentos e protocolos de urgência e emergência foram prestados a tempo e modo".

O delegado Rocha disse ainda que todos os envolvidos serão ouvidos na investigação, incluindo os profissionais de saúde e parentes da vítima.

Leia Mais

Mais lidas

Ops, não conseguimos encontrar os artigos mais lidos dessa editoria

Baixar o App da Itatiaia na Google Play
Baixar o App da Itatiaia na App Store