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Urgência dos refugiados vai além da guerra na Ucrânia; questão é antiga e atinge outros povos

Entre as pessoas que saem do país de origem estão jovens do Oriente Médio e da África 

Refugiados seguem para países que fazem fronteira com a Ucrânia

A guerra na Ucrânia trouxe à tona uma questão que não é nova, nem tem solução efetiva por parte das autoridades de diferentes países: os refugiados. Cientes disso, integrantes da ONG Planeta de Todos trabalham com a integração social dessas pessoas, principalmente na Europa. Ao longo dos últimos cinco anos a ONG já atendeu mais de 130 jovens refugiados, principalmente do Oriente Médio e África, de mais de 20 nacionalidades diferentes.

O coordenador da Planeta de Todos, André Naddeo, explica em entrevista à repórter Alessandra Mendes como é o trabalho na prática e os resultados para os jovens já colhidos pela ONG.

"O Planeta de Todos é uma ONG que prima, sobretudo, a questão de imigrantes e refugiados em alto grau de vulnerabilidade. Ou seja, são pessoas que fogem de conflitos diversos, violações de direitos humanos, perseguições políticas e, mesmo, a questão de opção sexual e que terminam em situação de rua dentro do sistema falho de acolhimento europeu. Essas pessoas precisam de ferramentas nas quais elas consigam se inserir socialmente num país totalmente diverso, uma língua diferente, uma cultura completamente adversa pra eles. Então, Planeta de Todos cria ferramentas para que os jovens possam ser inseridos dentro do sistema."

O refugiado Kazen Armad, que saiu do Afeganistão, passou pela Turquia até chegar na Grécia foi acolhido pela ONG Planeta e conta como é ser um refugiado.

"Coisa que as pessoas precisam entender é que o Talibã sempre precisa de soldados. Quando a gente fala de soldados são jovens como ele. Então isso é algo que já está acontecendo ao longo de mais de dez anos. Muito antes do poder da Talibã exercer o poder, eles entravam nas casas das pessoas à força e recrutavam jovens acima de 12 que eles pudessem treinar e fazer uma espécie de lavagem cerebral, razão pela qual eu tive que sair do meu país."

*Com informações da Alessandra Mendes

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