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Dom Phillips cobriu título do Atlético na Libertadores e explicou o 'eu acredito' ao mundo

Jornalista inglês estava no Mineirão no dia 24 de julho de 2013

Dois suspeitos confessaram assassinato da dupla na Amazônia

Assassinado na Amazônia ao lado do indigenista Bruno Pereira, Dom Phillips estava no Brasil em julho de 2013 cobrindo a final da Copa Libertadores entre Atlético e Olímpia. O inglês relatou as emoções vividas pelo torcedor alvinegro no Mineirão até o último pênalti perdido por Giménez, que mandou a bola no travessão de Victor.

No texto escrito para a Folha, Phillips descreveu em detalhes a partida, desde a reação dos atleticanos nas arquibancadas até o momento da coletiva do técnico Cuca, que se já se consolidava naquele momento como um dos mais importantes personagens da história do Galo.

"Houve tensão e drama desde o início – encapsulados pela visão de um torcedor de boné do Atlético, mas sem camisa, fechando os olhos, balançando a cabeça para o canto da torcida, esticando os braços e caindo de joelhos como se em oração. Todo mundo Mineirão parecia estar invocando a ajuda de Deus para a vitória.

Haviam 58 mil torcedores do Galo, como o Atlético é apelidado em Belo Horizonte, e o barulho aos 90 minutos foi para a prorrogação e depois os pênaltis foi intenso e implacável: um bombardeio estridente de aplausos, xingamentos e assobios, o som de sonhos prestes a serem realizados ou esmagados".

Os torcedores do Atlético cantavam o seu hino, o que era cativante, e de fato inspirador: "I Believe!", ou "Eu acredito!".

Um dos momentos mais lembrados pelos torcedores quando se lembram do dia 24 de julho de 2022, o escorregão do atacante "El Tanque" Ferreira após passar por Victor ganhou um espaço especial também na publicação de Phillips.

O jogo estava perto do fim, quando, com o Atlético a 1-0, Juan Carlos Ferreyra, da equipa paraguaia, passou pelo goleiro do Galo Victor e depois, de alguma forma, caiu para a frente do gol aberto. Foi um fracasso que ele recordará para o resto da sua vida, um fracasso que talvez lhes tenha feito perder o título. Depois, o seu defensor Manzur foi expulso - e (Leonardo) Silva salvou Galo com um gol de cabeça.

Com o placar nos dois jogos, o jogo foi para a prorrogação, mas apesar do barulho da multidão, Galo não conseguiu marcar um gol. Enquanto os torcedores atrás do gol recitavam o 'Pai Nosso', eram os pênaltis. A tensão, o barulho, a ansiedade a essa altura mal eram toleráveis, mesmo para os espectadores. Para os torcedores e jogadores do Atlético, deve ter sido insuportável".

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