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União Europeia confirma aprovação do acordo de livre comércio com o Mercosul

Aval da Itália ratificou o acordo comercial entre os blocos, criando a maior zona de livre comércio do mundo

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Acordo foi aprovado em Bruxelas, na Bélgica
Acordo foi aprovado em Bruxelas, na Bélgica • NICOLAS TUCAT / AFP

O Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado da União Europeia, aprovou o acordo de livre comércio com o Mercosul em uma reunião realizada em Bruxelas, na Bélgica, nesta sexta-feira (9). Mais cedo, os embaixadores representantes dos países membros do bloco já haviam dado sinal verde para que a presidente Ursula von der Leyen assinasse o tratado na próxima semana.

A aprovação do acordo ocorreu com o aval da Itália, formando maioria para que o Conselho aprovasse a matéria. Era necessário que 15 dos 27 países, representando ao menos 65% da população da UE, fossem favoráveis ao tratado com o Mercosul. O acordo enfrentava uma forte oposição da França, pressionada pelos agricultores que temem uma invasão de commodities no país a preços abaixo da média de mercado.

A expectativa é que von der Leyen viaje para Assunção, no Paraguai, na próxima segunda-feira (12) para assinar o acordo, negociado há mais de 26 anos. O tratado era para ter sido assinado em dezembro de 2025, mas foi adiado diante de pressões italianas para que novas salvaguardas aos produtores rurais fossem adicionadas no pacote.

Apenas uma parcela reduzida dos bens negociados entre os dois blocos estão sujeitos a alíquotas ou tratamentos não tarifários. Para o setor automotivo, por exemplo, estão em negociação condições especiais para veículos elétricos, movidos a hidrogênio e novas tecnologias em um período de 18, 25 e 30 anos.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.