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Tarifaço abre espaço para exportações brasileiras em novos mercados, diz levantamento

Diante do novo tarifaço, empresas brasileiras aceleram o movimento de diversificação, buscando mercados que forneçam condições mais competitivas e acordos comerciais estáveis

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Divulgação Codesp.

A partir da próxima quarta-feira (22), o cenário para o comércio exterior brasileiro sofrerá o impacto das tarifas adicionais sobre uma série de produtos exportados para os Estados Unidos. Diante do novo tarifaço, empresas brasileiras aceleram o movimento de diversificação, buscando mercados que forneçam condições mais competitivas e acordos comerciais estáveis.

Um levantamento detalhado divulgado pela Agência Brasileira de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) identificou que, embora os EUA continuem sendo um importante parceiro comercial para a indústria nacional, países como Emirados Árabes Unidos, Canadá e Bélgica possuem alta capacidade de absorção dos produtos afetados pela nova política tarifária de Donald Trump.

O Mapa das Oportunidades por Setor

Para os exportadores que precisam redirecionar suas cargas, o mapeamento de inteligência de mercado aponta destinos específicos para cada segmento:

  • Madeira, móveis e calçados: Os Emirados Árabes Unidos e o Canadá despontam como compradores prioritários. A Bélgica também surge como forte alternativa para o setor madeireiro.
  • Máquinas e equipamentos: O foco se divide entre mercados desenvolvidos e emergentes, com destaque para países como Austrália, Índia, China e México, além da Bélgica e do Canadá.
  • Açúcar e Etanol: Para o setor sucroenergético, as janelas de oportunidade se abrem na Coreia do Sul, Japão e Filipinas, além de parceiros tradicionais na Europa e no Oriente Médio.
  • Agronegócio (Sebo e Pescados): O mercado canadense e o Reino Unido são apontados como destinados com a demanda reprimida dos insumos.

A estratégia brasileira de "fuga" da dependência americana também se apoia na diplomacia comercial. A recente implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia é vista como um pilar fundamental para garantir acesso a mercados europeus sem as barreiras impostas por Washington.

Além disso, o governo brasileiro busca concluir, ainda em 2026, as negociações de livre comércio com o Canadá, além de avançar em tratativas com Indonésia, Vietnã e os próprios Emirados Árabes.

Para Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil, o Brasil se beneficia de sua imagem de "parceiro confiável e previsível" em um momento de alta instabilidade geopolítica global.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.