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Pesquisa Itatiaia mostra queda de menos de R$ 1 em lista de dez itens básicos de consumo

Reportagem da Itatiaia percorre, todo último dia do mês, supermercado popular para verificar a variação dos preços; levantamento apontou ligeira queda nos preços dos itens básicos

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O valor de uma única cesta básica corresponde a quase 55% do salário mínimo atual
O valor de uma única cesta básica corresponde a quase 55% do salário mínimo atual • Geraldo Bubniak | AEN

A Itatiaia voltou ao supermercado para verificar a variação dos preços de 10 itens básicos de consumo. Ao longo de 2026, no final de cada mês, nossa reportagem foi até um supermercado popular para acompanhar a oscilação dos preços. Em setembro, a compra ficou em R$ 156,04.

Agora, na compra feita no final de outubro, o valor caiu R$ 0,98, ficando em R$155,06.

A queda pode se justificar por uma promoção no preço do café, que estava a R$17,98 o preço do pacote de 500g. Na mesma loja, uma outra marca, fora da promoção, custava R$24,98.

O maior preço registrado pela nossa reportagem foi o do quilo do acém: R$ 37,98. Destaque também para o arroz, a R$23,80 por um pacote de 5 kg.

A lista de dez itens pesquisados pela Itatiaia é composta por arroz, feijão, óleo de soja, açúcar, café, leite, frango, acém, papel higiênico e detergente líquido.

No fim de novembro, a reportagem retornará ao supermercado para verificar a variação de preços.

Veja a lista e os preços:

  • Detergente líquido - R$ 2,39;
  • Óleo de soja - R$ 7,48;
  • Feijão tipo carioca - 1 kg - R$ 7,58;
  • Arroz branco Tipo 1 - 5 kg - R$ 23,80;
  • Açúcar cristal - 5 kg - R$ 15,58;
  • Filé de peito de frango congelado - 1 kg - R$ 19,98;
  • Acém kg (açougue do supermercado) - R$ 37,98;
  • Café em pó - 500g - R$ 17,98;
  • Papel higiênico - pacote com 12 rolos - R$ 17,30;
  • Leite - 1 L - R$ 4,99;
  • Total: 155,06

Após as compras, a reportagem conversou com consumidores, que reclamam do alto valor dos preços e do aperto no orçamento. A recepcionista Aline Cristina, de 38 anos, destacou a necessidade de pesquisar bastante o preço dos produtos antes da compra.

“Está bem alto os preços, sabe? A gente pesquisa bastante, vai em um canto, vai em outro, cada hora compra uma coisa, porque não tá tendo condições de comprar tudo junto de uma vez não. A gente fica até assustado, porque os preços já estão altos, e ainda dizem que vai aumentar mais”, disse.

Para a diarista Luzmar Costa, de 58 anos, a saída é parcelar as compras. “Porque até a comida que não era parcelada, ultimamente tem que ser parcelado no cartão de crédito mesmo. Não tem jeito, mesmo dividindo em mais vezes, tem sido a única solução e ainda passa aperto”, declarou.

Por

Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.

 

 

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