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Vai comprar presente no Dia das Crianças? Tíquete médio em BH chega a R$ 263, aponta pesquisa

Compras à vista e de última hora devem predominar na capital mineira; brinquedos lideram a preferência e data dá início ao 'supertrimestre' do comércio local

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Brinquedos lideram com folga a lista de presentes, citados por 52,1% dos consumidores
Brinquedos lideram com folga a lista de presentes, citados por 52,1% dos consumidores • Imagem ilustrativa/Canva

Os consumidores de Belo Horizonte pretendem desembolsar mais em cada presente neste Dia das Crianças, comemorado no dia 12 de outubro. Segundo pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), o tíquete médio estimado para a data subiu para R$ 263 — um crescimento de 27,26% em comparação com os R$ 206,67 registrados no ano passado. Como cada comprador pretende adquirir, em média, três presentes, o investimento total estimado alcança R$ 789 por consumidor.

A comemoração abre o chamado "supertrimestre" do varejo, período de forte apelo comercial que reúne também a Black Friday (agendada para 27 de novembro) e as festas de Natal. A expectativa da entidade para o período é positiva, embora caracterizada por um crescimento moderado.

“Ainda estamos com juros elevados, o que dificulta as compras a prazo. O consumidor está mais consciente e procurando não se endividar, o que é muito positivo”, avaliou o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. “O Dia das Crianças é uma data que aquece o varejo e é um termômetro para as vendas de Natal”, acrescentou.

Intenção de compra e orçamento do consumidor

De acordo com os dados do levantamento, 35,3% dos entrevistados pretendem comprar presentes para a data. Entre os 61,7% que declararam que não farão compras, os principais motivos apontados foram:

  • Não ter a quem presentear (54,8%);
  • Restrições financeiras (20,2%);
  • Falta de interesse ou hábito de não presentear (16,9%);
  • Distância física da pessoa homenageada (3,2%);
  • Falta de tempo para ir às compras (1,6%);
  • Não responderam ou não souberam informar (3,2%).

Entre os consumidores que irão às compras este ano, 81,7% também presentearam em 2025. Deste grupo, 48,3% afirmaram que pretendem gastar mais, justificando principalmente o encarecimento dos produtos. Outros 39,7% pretendem manter o mesmo valor desembolsado no ano anterior, enquanto 10,3% pretendem gastar menos e 1,7% não souberam ou preferiram não responder.

Pagamento à vista lidera a preferência

Diante do cenário econômico e das taxas de juros, o pagamento à vista é a opção de 57,7% dos compradores. A escolha é liderada pelo Pix (31%), seguido por dinheiro em espécie (15,5%) e cartão de débito (11,3%).

Já o cartão de crédito será a preferência de 39,4% dos entrevistados. Entre os que pretendem parcelar, a média será de até cinco parcelas. As principais razões para optar pela modalidade parcelada incluem a própria possibilidade de parcelamento (35,7%) e o acúmulo de pontos ou milhas (17,9%).

Brinquedos no topo da lista e força do varejo físico

Os brinquedos lideram com folga a lista de presentes, citados por 52,1% dos consumidores (a pesquisa permitiu múltiplas respostas). Na sequência aparecem:

  • Roupas (blusas, pijamas e calças): 28,2%;
  • Calçados: 4,2%;
  • Cosméticos: 4,2%;
  • Eletrônicos: 4,2%;
  • Material esportivo: 4,2%;
  • Guloseimas (cestas de bombons ou chocolates): 2,8%;
  • Acessórios para bebê: 1,4%;
  • Bolsas, mochilas e malas: 1,4%.

Ainda há um grupo de 23,9% de entrevistados que não decidiu qual presente irá comprar.

No canal de vendas, a loja física se mantém como o principal meio de compras na capital mineira: 50,7% pretendem comprar exclusivamente em lojas físicas e outros 25,4% vão combinar compras presenciais e online. No total, o varejo físico participa da intenção de compra de 76,1% dos consumidores.

Shopping centers (29,6%) e sites (26,8%) são os locais mais citados, seguidos por lojas de rua em centros comerciais de bairro (16,9%) e no hipercentro (12,7%). Os demais locais citados foram shoppings populares (11,3%), pequenos comerciantes autônomos (7%), comércios de serviços essenciais (4,2%), redes sociais (2,8%), outlets (1,4%) e 2,8% não souberam ou não responderam.

Compras de última hora e perfil dos presenteados

O levantamento revela que a compra do presente estará concentrada nos dias mais próximos da data: somando quem pretende comprar na semana do Dia das Crianças, um dia antes ou no próprio dia, o índice chega a 64,8% dos entrevistados.

“A pesquisa mostra um consumidor mais seletivo e atento aos preços. Como ele tem privilegiado o pagamento à vista, a expectativa é de que as compras se concentrem após o quinto dia útil do mês, quando boa parte dos consumidores já recebeu o salário. Para o lojista que estiver preparado, com estoque adequado, preços competitivos e bom atendimento, os dias que antecedem o 12 de outubro representam uma oportunidade para aumentar as vendas e fidelizar os clientes”, ressalta Marcelo de Souza e Silva.

Os presenteados pertencem prioritariamente ao núcleo familiar: filhos e enteados lideram com 28,2%, seguidos por sobrinhos (26,8%), netos (23,9%) e afilhados (14,1%).

Na hora de escolher a loja, o preço baixo é o fator decisivo para 40,8% dos entrevistados, seguido pelo bom atendimento (16,9%) e pela qualidade/durabilidade do produto (16,9%). Já na escolha do presente em si, o principal critério é o desejo da pessoa a ser presenteada (36,6%), seguido por desconto/preço (35,2%) e qualidade do produto (33,8%).

Metodologia

A pesquisa da CDL/BH foi realizada presencialmente com 200 consumidores em pontos de grande fluxo de Belo Horizonte entre os dias 19 e 22 de agosto. A amostra possui nível de confiança de 95% e margem de erro amostral de 6,9%.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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