‘Governo Lula aplicou R$ 7 bi em rodovias e ferrovias de MG’, diz Santoro
Secretário Executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, citou ações do governo federal no estado

O secretário Executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) investiu nos últimos três anos mais de R$ 7 bilhões em infraestrutura rodoviária e ferroviária em Minas Gerais, aumentando significativamente os recursos em comparação com o governo passado.
Durante sua apresentação no Eloos Itatiaia, na manhã desta segunda-feira (23), Santoro comparou o total de investimentos entre os governos Lula e Bolsonaro, apontando que na gestão petistas o volume cresceu significativamente.
“Em 3 anos, o governo Lula já aplicou R$ 7 bilhões em rodovias e ferrovias no estado. Seja parte com investimentos do DNIT, seja com as concessões. No governo passado, era aplicado em média, R$ 200 milhões por ano. Agora aplicamos R$ 900 milhões por ano”, disse.
“Quando entramos no governo tínhamos mais de 1 mil obras paradas e Minas tinha a pior malha viária do Brasil”, continuou o representante do governo Lula.
Críticas de Nunes
Após críticas do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), sobre os gastos excessivos da gestão petista, Santoro afirmou que os problemas fiscais do Brasil são históricos.
Durante seu painel, Nunes afirmou que o país precisa de um governo que tenha responsabilidade fiscal. “Precisamos de um governo que faça o equilíbrio das contas e tenha responsabilidade fiscal. Pegue a empresa de vocês e gastem mais do que você fatura, não vai dar certo”, disse o prefeito paulista.
Coube a George Santoro rebater a crítica: “A questão fiscal é um problema histórico do Brasil, não é de um governo, é de todos os Poderes. E não é um problema que vai ser resolvido num passe de mágica. Cortar gastos parece um discurso retórico, mas é extremamente complexo, com tantas amarras legais”, disse o secretário do Ministério dos Transportes.
“A gestão fiscal não se arruma de uma hora para outra. O déficit fiscal do país, se olhar, temos um orçamento público muito duro e congelado. Sobra 10% para os gestores, prefeito ou governador, ter recurso disponível. Taxa de juros não se resolve com uma canetada”, continuou.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
