Unilever Brasil projeta zerar pegada de carbono até 2039
Empresa tem utilizado energia gerada através de resíduos para alcançar baixos níveis de emissão de carbono

A gigante do mercado de bens de consumo, Unilever Brasil, pretende até o ano de 2039 zerar a pegada de carbono em sua cadeia de valor, dando ênfase para o uso de energia renovável em suas fábricas. A iniciativa é uma meta global da marca, e atende metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
Fabricante de produtos de marcas populares, como a Dove, Rexona, Hellmanns e OMO, a empresa tem utilizado energia gerada através de resíduos, já alcançando níveis baixos de emissão de carbono em seus processos.
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Em entrevista à Itatiaia, a gerente de Sustentabilidade da Unilever Brasil, Juliana Abreu, afirmou que maior parte de suas fábricas, incluindo a maior fabricante de alimentos da América Latina, no sul de Minas, já operam com 100% de geração própria de energia.
“O impacto ambiental é muito grande quando adotamos uma energia limpa em grande escala. Hoje, as quatro maiores fábricas da Unilever Brasil têm suas linhas de produção movidas totalmente com energia limpa e renovável, como a biomassa e o biometano. Entre elas, está a nossa maior fábrica de alimentos da América Latina, em Pouso Alegre, Minas Gerais. Como resultado por ano, evitamos a emissão de mais de 40 mil toneladas de gases que causam as mudanças climáticas. Isso equivale, por exemplo, a 81 mil viagens de carro entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro” afirmou.
Meta 2030
Segundo a gerente, as empresas do grupo que atuam no Brasil já estão avançando na meta de zerar emissões. O uso de energia renovável já está presente em produtos de alta popularidade, e a transição seria uma forma de garantir a sustentabilidade dos negócios.
“O Plano de Ação de Transição Climática da Unilever orienta nossos esforços para alcançar as emissões líquidas zero até 2039, em toda a cadeia de valor. E nesse contexto, implementamos soluções que garantem um abastecimento seguro e contínuo para as nossas fábricas, ao mesmo tempo que elas contribuem duplamente para o enfrentamento da crise climática. Primeiro, reduzindo as emissões nas nossas operações. E segundo, porque impede que o lixo libere o metano no ar, que é um gás muito nocivo ao meio ambiente” finalizou.
Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.


