Setor de transportes conecta cadeia produtiva e funciona como espinha dorsal da indústria
Redução dos custos logísticos beneficia diretamente o consumidor final

No setor industrial, o transporte é frequentemente chamado de espinha dorsal por ser responsável pela movimentação de insumos e mercadorias, conectando fabricantes e consumidores. De acordo com o Ministério dos Transportes, as rodovias respondem por 75% da movimentação de cargas no Brasil.
Essa integração é fundamental para o funcionamento da indústria. O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (SETCEMG) e vice-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (FETCEMG), Antônio Luis da Silva Junior, afirma que o desenvolvimento da indústria depende de uma atuação conjunta entre diferentes setores da economia.
"Indústria, transporte, agro, porque isso tudo anda junto. Não adianta a gente pensar isoladamente no transporte. O transporte é o elo de ligação entre indústria e consumidor, entre agricultura e exportação. Ela é um elo de integração. Então, a gente pensar só no transporte, pensamos em como baratear, mas nós precisávamos de políticas que envolvessem um pouco mais as outras atividades. A partir daí teríamos uma política realmente pensando no Brasil para o futuro, não pensando só nesse governo", diz.

O diretor da FETCEMG, diretor regional do Sindicato Nacional das Empresas de Transporte e Movimentação de Cargas Pesadas e Excepcionais (SINDIPESA) e vice-presidente especial da área de carga especial da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), Adalcir Ribeiro Lopes, explica que o transporte conecta toda a cadeia produtiva. Por isso, os custos gerados pela precariedade das rodovias e pela falta de infraestrutura acabam impactando todos os envolvidos.
"O transporte é o elo de ligação entre o produtor e o consumidor. Então, quando a infraestrutura é precária, como hoje, esse custo vai direto, às vezes até para a mesa do consumidor", conta.

O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, destaca que a redução dos custos logísticos beneficia diretamente o consumidor final.
"Quanto maior o custo, mais difícil de ter acessibilidade para o consumidor final. Então, a gente tem que trabalhar com uma logística mais eficiente para poder reduzir o custo do consumidor final", afirma.

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.



