Agro registra saldo positivo de contratações com destaque para a Região Sudeste
Cultivos de maçã, uva, café e alho impulsionam a criação de vagas

De acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o agronegócio registrou saldo positivo de 8.123 postos de trabalho em fevereiro de 2026. Apesar do resultado favorável, o número é significativamente inferior ao observado no mesmo período de 2025.
A região Sudeste liderou a geração de empregos, com saldo de 133.052 vagas, seguida pelo Sul (67.718), Centro-Oeste (32.328), Nordeste (11.629) e Norte (10.634). Ao todo, 15 estados apresentaram resultados positivos. O Rio Grande do Sul teve o melhor desempenho, com 7.428 postos, seguido por Goiás (3.487), Minas Gerais (3.237) e Santa Catarina (2.469).
Entre os estados com saldo negativo, São Paulo registrou a maior perda, com 4.356 vagas formais a menos. Na sequência aparecem Rio Grande do Norte (-2.152), Paraíba (-2.052) e Mato Grosso (-1.351).
Fevereiro por ano
Os dados do Novo Caged mostram que o emprego no agronegócio apresentou oscilações ao longo dos últimos anos, com períodos de retração entre 2013 e 2019 e recuperação mais consistente a partir de 2020. O pico ocorreu em 2021, com saldo de 24.904 vagas, seguido por resultados ainda positivos em 2022 e 2023.
Em 2024, houve desaceleração, com 3.695 postos, mas o setor voltou a crescer em 2025, com 20.424 vagas. Em fevereiro de 2026, o saldo foi positivo em 8.123 postos, acima da média histórica de 8.793, indicando manutenção da geração de empregos, embora em ritmo mais moderado.
Atividades
As atividades agropecuárias que mais contribuíram para a geração de empregos no período foram o cultivo de maçã (5.924 vagas), uva (2.356), alho (1.168), horticultura, exceto morango (837), e café (806).
Por outro lado, as maiores perdas líquidas de postos de trabalho ocorreram no cultivo de laranja (-3.363), cana-de-açúcar (-1.991) e melão (-1.786). Também registraram retração as atividades de apoio à agricultura não especificadas anteriormente (-640) e o cultivo de frutas de lavoura permanente não especificadas (-421).
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.
