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CNH consolida Centro de Experiência em MG e avança em testes com máquina a etanol

Localizado em Sarzedo, na Grande BH, espaço de R$ 12 milhões integra validação de produtos e testes com clientes; projeto-conceito a etanol mira usinas de cana e milho

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CNH consolida Centro de Experiência em MG e avança em testes com máquina a etanol
Giullia Gurgel/ Itatiaia

A CNH investiu R$ 12 milhões para transformar sua área de testes em Sarzedo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em um Centro de Experiência do Cliente. A nova estrutura integra treinamento, demonstração e validação técnica das soluções da CASE Construction Equipment, impulsionando também os testes de campo de equipamentos movidos a combustíveis alternativos.

A proximidade estratégica com a fábrica de Contagem reforça a proposta do espaço, permitindo que clientes e concessionários vivenciem a tecnologia dos equipamentos, incluindo o fato de que 100% das máquinas de construção produzidas no local saem de fábrica conectadas com sistemas de telemetria para manutenção preditiva e gestão de frotas.

• @WAGNERTAMIETTI
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Imersão técnica e proximidade com a fábrica

Inaugurado em março de 2025, o centro abriga auditório, salas de treinamento, oficina conectada, recursos de realidade aumentada e um campo de provas estruturado em áreas de asfalto e terra. A proposta vai além do showroom tradicional, permitindo que a engenharia e o setor comercial atuem lado a lado.

"Era um campo de provas desde a década de 90 e a gente sempre buscou melhorar. A ideia foi justamente unir todas as áreas: marca, produto, implementos, peças e serviços, dentro de um centro de excelência para mostrar, de fato, a operação dos nossos equipamentos", disse Henrique Sá, líder da CASE Construction Equipment para a América Latina.

Segundo o executivo, a localização traz ganhos logísticos cruciais para a imersão de clientes do Brasil e da América Latina: "a gente está localizado em Sarzedo, a nossa fábrica fica em Contagem e temos no mesmo perímetro a área de validação. A engenharia utiliza essa estrutura e, quando trazemos o cliente, temos a possibilidade de levá-lo à fábrica. Estamos em uma distância muito curta, mas com muito conteúdo para apresentar."

Pá carregadeira a etanol avança para o setor de milho

Paralelamente às atividades no centro de experiência, a CASE avança na validação da 721E a etanol, projeto-conceito desenvolvido a partir da plataforma comercial da pá carregadeira 721E. Desenhada para atender às demandas da transição energética no agronegócio, a máquina foi projetada para operar com o combustível renovável produzido pelas próprias usinas, reduzindo a pegada de carbono e a dependência do óleo diesel.

Pá carregadeira 721E a etanol, exibida na Agrishow • Giullia Gurgel | Itatiaia
Pá carregadeira 721E a etanol, exibida na Agrishow • Giullia Gurgel | Itatiaia

O modelo foi configurado com caçamba de alta capacidade e pneus especiais para a movimentação de materiais de baixa densidade, como o bagaço de cana, garantindo tração em superfícies irregulares. Os primeiros testes operacionais em usinas sucroalcooleiras apresentaram consumo abaixo do projetado na fase teórica.

"Evoluímos nos testes e fizemos a validação em usina de cana-de-açúcar, com resultados muito bons. Para uma máquina conceito, conseguimos um desempenho de consumo ainda melhor do que o esperado, o que demonstra que o desenvolvimento definitivo para lançamento é promissor", disse Anderson Nascimento, gerente de Marketing de Produto da CNH.

Diante do desempenho positivo no setor sucroalcooleiro, a empresa projeta a expansão das rotas de teste para novas cadeias produtivas. "O passo seguinte é testar essa máquina em usinas de etanol de milho, um mercado promissor que exige a mesma movimentação e acúmulo de materiais para carregamento. Faremos avaliações internas antes de levá-la a campo, ampliando o horizonte de atendimento", revelou Nascimento.

Eletrificação urbana em pauta

Além da tecnologia a etanol, o portfólio de inovação da CASE contempla a CX15EV, miniescavadeira 100% elétrica. Desenvolvida para operar em ambientes fechados ou locais com restrições severas de ruído e emissões de carbono, a máquina possui autonomia de até oito horas de trabalho, mantendo o mesmo padrão de força e precisão hidráulica das versões equivalentes a diesel.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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