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Marinho culpa juros altos por pior resultado do Caged para maio em seis anos

Ministro volta a criticar a decisão da política monetária e diz que Banco Central tem 'tara' em emprego negativo; além desse fator ele cita a guerra e as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos

PorBrasília
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho
Ministro Luiz Marinho critica Banco Central por desaquecimento de mercado de trabalho • Paulo Pinto/Agência Brasil

Embora o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, tenha adotado um tom otimista, o mercado de trabalho brasileiro registrou saldo de 72.960 vagas com carteira assinada em maio, o menor resultado para o mês nos últimos seis anos. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Na avaliação de Marinho, a desaceleração na geração de empregos foi influenciada pela política monetária, pelos impactos da guerra no Oriente Médio e pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, que aumentaram as incertezas na economia global.

O ministro voltou a criticar a condução da política monetária pelo Banco Central (BC). Segundo ele, a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em um patamar alto representa uma "armadilha" para a economia, pois reduz o ritmo da atividade econômica e dificulta a criação de empregos.

Durante a coletiva, o ministro afirmou que o Banco Central "parece ter uma tara por emprego negativo" e defendeu uma revisão da política de juros.

"Quero chamar a atenção do Banco Central, que precisa olhar isso. Acho que a política monetária, do jeito que está, vem gerando um efeito muito negativo no mercado de trabalho, que era para estar mais positivo ainda", declarou.

Marinho argumentou que o elevado custo do crédito desestimula investimentos e amplia a cautela de empresários na contratação de trabalhadores.

"Se não fossem os juros nesse patamar, seguramente poderíamos estar crescendo mais", afirmou.

O Banco Central, por sua vez, sustenta que a manutenção da Selic em nível elevado é necessária para controlar a inflação. Entre os fatores para justificar a decisão está o aquecimento do mercado de trabalho, que pode pressionar os preços. Por isso, uma política monetária mais restritiva.

Apesar da desaceleração na criação de vagas, o salário médio de admissão apresentou leve alta em relação a maio de 2025 e ficou em R$ 2.384,10. No acumulado de janeiro a maio, o Brasil criou 767.326 empregos formais, crescimento de 1,6% no estoque de trabalhadores com carteira assinada.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.