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Mulheres lideram novos vínculos de trabalho formal em 2026

Mulheres que ingressaram no mercado de trabalho formal são o dobro em comparação aos homens, mas ainda existe uma diferença grande entre os gêneros

PorBrasília
Estudo aponta que desaceleração econômica agrava disparidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho
Estudo aponta que desaceleração econômica agrava disparidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho • Reprodução

As mulheres lideraram a geração de novos vínculos no mercado de trabalho formal no último ano e responderam por quase o dobro dos contratos registrados entre os homens. Os dados constam na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Em fevereiro de 2026, cerca de 30 milhões de mulheres estavam empregadas formalmente no país, um crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, o número de homens com vínculo formal aumentou em aproximadamente 870 mil, alta de 2,7%.

 

Durante a apresentação dos dados, o ministro do MTE, Luiz Marinho, avaliou que o avanço da participação feminina no mercado de trabalho é um indicador positivo, embora ainda exista espaço para ampliar essa presença.

“As mulheres vêm ocupando mais o mercado de trabalho. Isso é um dado positivo, mas ainda há espaço para crescer mais”, afirmou.

Diferença é de cinco milhões

Apesar do avanço registrado entre as trabalhadoras, o ministro destacou que a diferença entre os gêneros no mercado formal ainda é significativa. Segundo ele, hoje há cerca de cinco milhões de homens a mais do que mulheres ocupando postos de trabalho com carteira assinada.

Marinho analisa que parte desse cenário se deve à necessidade de ampliar políticas públicas de cuidado, entre elas a oferta de creches, principalmente nos municípios. Para ele, isso facilitaria que mais vínculos empregatícios femininos permanecessem no mercado de trabalho. 

“Muitas vezes, quando se fala em mão de obra, se falta ou não falta, é preciso observar os diferentes nichos. A partir dos dados disponíveis, é possível identificar espaços para criar condições que permitam a participação de mais homens e mulheres no mercado de trabalho”, ressaltou.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.