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Criptomoedas: veja como começar a investir e evitar armadilhas

Especialistas do CNN Money falam sobre como dar os primeiros passos no mercado de criptomoedas

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Mercado de criptomoedas pode ser acessado de maneira simples
Mercado de criptomoedas pode ser acessado de maneira simples • Wirestock/Magnific

O mercado de criptomoedas tem ganhado destaque entre investidores e se consolidou como parte da estratégia de grandes instituições financeiras nos últimos anos. Apesar da popularização, quem busca dar os primeiros passos nesse universo ainda enfrenta dúvidas sobre como iniciar, qual plataforma escolher e como gerenciar os riscos de um mercado conhecido pela alta volatilidade.

Para Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e apresentador do Resenha do Dinheiro, da CNN Brasil, a prioridade para o investidor iniciante não é selecionar uma criptomoeda específica, mas compreender que oscilações expressivas são inerentes a esse tipo de investimento.

"Em vez de investir todo o valor de uma só vez, uma estratégia é dividir o dinheiro destinado às criptomoedas em pequenas parcelas e fazer compras periódicas. Assim, o investidor reduz o risco de entrar justamente em um momento de alta e consegue formar um preço médio ao longo do tempo", explica o especialista.

Na escolha do primeiro ativo, a recomendação é começar pelas criptomoedas mais consolidadas. De acordo com Tasso Lago, fundador da Financial Move, considerada a maior escola cripto da América Latina, o Bitcoin (BTC) continua sendo a principal referência do mercado.

"O Bitcoin é a criptomoeda mais consolidada e segura dentro desse mercado. Ainda é um ativo de alta volatilidade quando comparado a investimentos tradicionais, mas faz mais sentido começar por ele antes de conhecer outros projetos", orienta Tasso.

Após se familiarizar com o funcionamento do mercado, o investidor pode expandir seu conhecimento para outras criptomoedas, como Ethereum (ETH) e Solana (SOL), de forma gradual.

Bernardo Pascowitch detalha que a composição da carteira deve estar alinhada ao perfil de risco de cada investidor. "O ideal é que a maior parte da exposição fique em Bitcoin. As demais criptomoedas, conhecidas como altcoins, são muito mais voláteis e representam apostas com risco significativamente maior".

Uma das principais incertezas para quem está começando é a decisão entre comprar criptomoedas diretamente em uma exchange ou investir por meio de ETFs negociados na bolsa de valores. Para entender melhor os riscos de investir em criptomoedas, leia este conteúdo.

As exchanges são plataformas especializadas na compra, venda e custódia de ativos digitais, operando de maneira similar a uma corretora tradicional, mas focadas exclusivamente no mercado de criptoativos.

"É importante optar por exchanges regulamentadas, principalmente aquelas que possuem licenças para operar em mercados como Estados Unidos e Reino Unido. Isso oferece uma camada adicional de proteção ao investidor", afirma Pascowitch. Entenda as mudanças com a nova regulamentação do Banco Central.

Entenda os ETFs

Já os ETFs reúnem diferentes ativos ligados ao mercado de criptomoedas e podem ser adquiridos diretamente pela corretora de investimentos, eliminando a necessidade de o investidor realizar a custódia das moedas.

"Os ETFs são regulamentados, negociados na bolsa e o investidor não precisa se preocupar com a guarda das criptomoedas. É uma alternativa prática, barata e bastante segura para quem está começando", complementa Pascowitch.

Por outro lado, Tasso Lago argumenta que investir diretamente em uma exchange pode incentivar o aprendizado sobre o setor. "Quem compra apenas um ETF tende a conhecer menos o ecossistema. Em uma exchange, o investidor tem contato com diferentes projetos e acaba despertando a curiosidade para estudar mais sobre o mercado", destaca.

Mesmo para os que acreditam no potencial das criptomoedas, especialistas recomendam cautela na alocação do portfólio.

Exposição inicial de 1%

Bernardo Pascowitch afirma que uma exposição inicial de cerca de 1% do patrimônio já permite a participação nesse mercado sem comprometer a saúde financeira, caso ocorram fortes oscilações.

"Quem tem um perfil mais arrojado pode chegar a algo próximo de 5%. Acima disso, normalmente faz sentido apenas para investidores que já conhecem bem esse mercado e conseguem administrar melhor os riscos".

Além da diversificação, outro cuidado crucial é evitar decisões motivadas pelo receio de perder as altas do mercado (FOMO). Esse comportamento frequentemente leva investidores iniciantes a adquirir ativos quando os preços já estão significativamente elevados.

"Quando todo mundo está falando sobre criptomoedas e o mercado já disparou, normalmente é justamente o momento em que o investidor precisa ter mais cautela. O interesse costuma aumentar depois das altas, mas investir exige disciplina e visão de longo prazo".

Um erro recorrente é a crença em ganhos rápidos. "Achar que vai enriquecer da noite para o dia é um dos principais caminhos para cair em golpes ou pirâmides financeiras. Criptomoedas precisam ser encaradas como qualquer outro investimento: com estudo, gestão de risco e diversificação", conclui Pascowitch.

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