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Especialista dá dicas de como usar o 13º no fim do ano sem se endividar

Professor de finanças do IBMEC BH alerta sobre armadilhas financeiras e dá dicas para evitar endividamento no início de 2025

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Com a chegada da segunda parcela do 13º salário, especialistas alertam para a necessidade de cautela nos gastos de fim de ano. A orientação é equilibrar as despesas entre o final de 2024 e o início de 2025 para evitar começar o novo ano no vermelho.

O professor de finanças do IBMEC Belo Horizonte, Marcos Camargos, oferece recomendações para diferentes perfis de trabalhadores. 'Para quem está endividado, a recomendação é usar parte desse recurso para quitar dívidas. Já para quem não tem dívidas, é importante planejar bem o final de ano, não gastando mais do que o 13º', explica.

Armadilhas financeiras

Camargos alerta sobre a 'armadilha' de ter uma renda aparentemente maior no fim do ano. 'Você recebe o salário antecipado das férias, o 13º, mas se não se planejar bem, pode gastar mais do que deve. Quando chegarem as contas de IPTU, IPVA e matrículas escolares em janeiro, a situação pode apertar', adverte o especialista.

Para aqueles que desejam viajar ou comprar presentes especiais, mas estão com o orçamento apertado, a recomendação é buscar alternativas mais econômicas. 'Reveja sua viagem, opte por um local mais próximo. Quanto aos presentes, escolha uma lembrança menos sofisticada, mas que ainda agrade o presenteado, sem se endividar', sugere o professor.

A reportagem ouviu também a opinião de moradores de Belo Horizonte sobre o uso do 13º. Ícaro, gerente de vendas, planeja 'pagar algumas contas e planejar um pouco o futuro'. Já Graça Braz, trabalhadora doméstica, pretende economizar: 'A gente tem que guardar, não sabemos o que vai acontecer no ano que vem'.

Fernando Inácio, funcionário público, compartilha sua estratégia: 'Estou no processo de pagar minhas dívidas e pretendo guardar o 13º'.

A mensagem final dos especialistas é clara: use o 13º salário com sabedoria, priorizando o equilíbrio financeiro e evitando dívidas desnecessárias para começar 2025 com mais tranquilidade.

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