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Desemprego cai para 5,2% e atinge menor nível para setembro, aponta IBGE

Taxa recuou em relação ao trimestre encerrado em junho, quando estava em 5,4%. Número de brasileiros ocupados chegou a 103,6 milhões, o maior já registrado pela pesquisa.

Por, Brasília
Carteira de trabalho digital
Carteira de trabalho digital • Marcelo Camargo/Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30).

O resultado representa uma redução em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o índice ficou em 5,4%. Também é a menor taxa de desocupação registrada para um trimestre encerrado em setembro desde o início da série histórica, em 2012.

O número de brasileiros desocupados chegou a aproximadamente 5,6 milhões, uma queda de 4% na comparação com o trimestre anterior. Já a população ocupada alcançou 103,6 milhões de pessoas, estabelecendo um novo recorde na série histórica do levantamento.

Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa estava em 5,6%, também houve melhora no indicador. O levantamento considera pessoas com 14 anos ou mais que não estavam trabalhando, mas estavam disponíveis e procuraram emprego.

Apesar do resultado positivo, a análise do mercado de trabalho também aponta desafios. Economistas observam sinais de desaceleração da atividade econômica, em um cenário de juros elevados utilizados para controlar a inflação. Mudanças demográficas, como o envelhecimento da população, também influenciam a dinâmica do mercado de trabalho.

O levantamento do IBGE é realizado por meio da Pnad Contínua, principal pesquisa sobre emprego e renda no país. A série histórica começou em 2012 e acompanha indicadores como ocupação, desocupação, informalidade e rendimento dos trabalhadores.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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