Contas do governo registram superávit de R$ 86,9 bilhões em janeiro
Governo registrou crescimento na arrecadação com impostos e tributos, impulsionado pela mudança no IOF

As contas do governo central, que envolvem recursos do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, tiveram um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro deste ano, um crescimento de 2,1% na comparação com o mesmo mês de 2025. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Tesouro.
Os números são resultado de uma receita líquida de R$ 272,7 bilhões, um crescimento de 5,7%, e uma despesa de R$ 185 bilhões, mas com um avanço proporcional maior (7,5%). A receita total em janeiro de 2026 teve um crescimento de 6,6% se comparado com o ano passado, a R$ 322 bilhões.
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A arrecadação, que considera as receitas administradas pela Receita Federal, foi de R$ 237,4 bilhões, um crescimento de 8,3%. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cobrado em operações de câmbio, crédito e valores mobiliários, que foi centro de uma polêmica envolvendo o governo federal e o Congresso Nacional, teve uma alta real de 49% a R$ 8 bilhões.
“O crescimento real foi explicado pelo crescimento das operações de câmbio relativas à saída de moeda estrangeira, além do aumento das operações de crédito e das operações com títulos e valores mobiliários, decorrentes de alterações na legislação do tributo”, explicou o Tesouro.
A maior arrecadação foi do Imposto sobre a Renda, que cresceu 3,3% a R$ 122 bilhões, influenciada pelo desempenho do IRRF sobre rendimentos de capital e sobre rendimentos do trabalho.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



