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BRB pode ter aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões

Assembleia Geral Extraordinária desta quarta-feira (22) aprovou a emissão de novas ações do Banco de Brasília no mercado

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BRB tentou comprar o Master em 2025, mas foi barrado pelo Banco Central
BRB tentou comprar o Master em 2025, mas foi barrado pelo Banco Central • Joédson Alves/Agência Brasil

Os acionistas do Banco Regional de Brasília (BRB) aprovaram a proposta de aumento de capital da estatal, durante a Assembleia Geral Extraordinária desta quarta-feira (22). A medida prevê que a instituição financeira emita ações até o limite de R$ 8,81 bilhões, elevando o valor de mercado para no máximo R$ 11,16 bilhões.

A medida deve reforçar o caixa da estatal após o envolvimento no esquema de carteiras de crédito falsas do Banco Master, alvo de investigação da operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF). Em 2025, o BRB tentou comprar o banco do empresário Daniel Vorcaro, mas a fusão foi barrada pelo Banco Central.

Com o aumento de capital, o BRB vai emitir ações ordinárias e preferenciais, cada uma por R$ 5,36. A expectativa é de que o processo assegure níveis adequados de capitalização do banco, ampliando a capacidade de crescimento das operações e reforçando a estrutura da capital.

Nessa segunda-feira (20), o BRB anunciou um acordo de venda de até R$ 15 bilhões em ativos ligados ao Master. A entidade assinou um memorando de entendimento com a Quadra Capital a fim de estruturar um fundo de investimento que receberá esses ativos, originados na tentativa de fusão fracassada.

Desse total, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista. O restante, estimado entre R$ 11 e 12 bilhões, será representado por contas subordinadas do fundo que será criado para gerir e monetizar os ativos.

A iniciativa faz parte de um processo de readequação estratégica, segundo o BRB, cujo objetivo é fortalecer a estrutra de capital, ampliar a liquidez e aprimorar a gestão do portfólio, além de contribuir para uma melhor organização patrimonial.

A conclusão da operação depende ainda do cumprimento de condições previstas no memorando. O BRB seguirá informando o mercado sobre qualquer avanço relevante, em linha com as exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.